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Nova temor mundial: entenda o que é a varíola do macaco

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É o que ocorreu após notícias de que humanos se contaminaram com a chamada varíola dos macacos, doença que é endêmica em países africanos, mas sua...

Por Redação CGN

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O trauma naturalmente causado por uma pandemia acaba por deixar muitas pessoas preocupadas quando veem, logo em seguida, alertas sobre o surgimento de uma doença em locais onde antes ela não era detectada.

É o que ocorreu após notícias de que humanos se contaminaram com a chamada varíola dos macacos, doença que é endêmica em países africanos, mas sua disseminação para países não endêmicos, como na Europa e nos Estados Unidos, causou apreensão e chamou a atenção da mídia mundial e no Brasil, sendo acompanhado de perto pelo www.jornalhojelivre.com.br.

Até agora, existem mais de 200 casos confirmados ou suspeitos em cerca de 20 países onde o vírus não circulava anteriormente. As pessoas normalmente pegam varíola ao entrar em contato próximo com animais infectados. Isso pode ser através de uma mordida de animal, arranhão, fluidos corporais, fezes ou pelo consumo de carne contaminada, segundo Ellen Carlin, pesquisadora da Universidade de Georgetown que estuda doenças zoonóticas que são transmitidas de animais para humanos, em entrevista ao The New York Times.

Embora tenha sido descoberto pela primeira vez em macacos de laboratório em 1958, o que dá nome ao vírus, os cientistas acreditam que os roedores são os principais portadores da varíola dos macacos na natureza. O vírus é encontrado principalmente na África Central e Ocidental, particularmente em áreas próximas às florestas tropicais – e esquilos de corda, esquilos de árvores, ratos, gambianos e arganazes foram identificados como potenciais portadores.

“O vírus provavelmente está circulando nesses animais há muito, muito tempo”, disse Carlin. “E, na maior parte, permaneceu em populações de animais.” O primeiro caso humano de varíola dos macacos foi detectado em 1970 na República Democrática do Congo. Desde então, o vírus causou periodicamente pequenos surtos, embora a maioria tenha sido limitada a algumas centenas de casos em países africanos. Alguns casos já haviam sido registrados em países europeus a partir de viajantes que foram ao continente africano, mas não como se tem visto neste momento. Mas a transmissão de humano para humano do vírus da varíola dos macacos é bastante rara

O vírus também pode se espalhar tocando ou compartilhando itens infectados, como roupas e roupas de cama, ou pelas gotículas respiratórias produzidas por espirros ou tosse, segundo a OMS. Por isso, muitas pessoas estão associando a doença com o coronavírus. Mas isso não significa que o mesmo acontecerá com o vírus da varíola dos macacos, comentou recentemente Luis Sigal, especialista na varíola do macaco da Universidade Thomas Jefferson, na Filadélfia.

“O coronavírus é um pequeno vírus de RNA de fita simples, que se espalha facilmente pelo ar. O vírus da varíola dos macacos, no entanto, é feito de DNA de fita dupla, o que significa que o próprio vírus é muito maior e mais pesado e incapaz de viajar no ar com tanta facilidade”, disse Sigal ao The New York Times.

Os sintomas também estão sendo identificados. Cerca de um a três dias após a febre, a maioria das pessoas também desenvolve uma erupção cutânea na pele. Começa com marcas vermelhas planas que se tornam elevadas e cheias de pus ao longo dos próximos cinco a sete dias. A erupção pode começar no rosto, nas mãos, nos pés do paciente, no interior da boca ou nos órgãos genitais e progredir para o
resto do corpo.

Uma vez que as feridas cicatrizam, em duas a quatro semanas , elas não são mais infecciosas, segundo comunicado recente de Angela Rasmussen, virologista da Organização de Vacinas e Doenças Infecciosas da Universidade de Saskatchewan, no Canadá, especialista no tema.

Crianças e pessoas com deficiências imunológicas podem ter casos mais graves, mas a varíola raramente é fatal. Embora uma cepa encontrada na África Central possa matar até 10% dos indivíduos infectados, as estimativas sugerem que a versão do vírus atualmente em circulação tem uma taxa de mortalidade inferior a 1%.

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