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Emerson Fittipaldi tem carros e troféus históricos penhorados pela Justiça

“Vemos que os credores encontram dificuldade há bastante tempo para localizar bens dele e isso tem se arrastado. A informação é que o Emerson não mora...

Publicado em

Por Agência Estado

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A Justiça de São Paulo decidiu pela penhora de bens como carros e troféus do ex-piloto Emerson Fittipaldi por uma dívida com a Sax Logística de Shows e Eventos. A empresa foi contratada para prestar serviços na prova de automobilismo “6 horas de São Paulo”, realizada ainda em 2012. Alguns dos bens incluem o carro Copersucar 1976, da Escuderia Fittipaldi, a única equipe brasileira da história da Fórmula 1.

“Vemos que os credores encontram dificuldade há bastante tempo para localizar bens dele e isso tem se arrastado. A informação é que o Emerson não mora no Brasil, daí a dificuldade de localização de bens. Recentemente, fomos num endereço que eles alegam que seria o Museu Fittipaldi. Vemos alguns itens pessoais que têm valor, como troféus e carros antigos, que não chegam nem perto do valor da dívida. A defesa alega que seria um museu, mas o endereço é da casa dele”, diz o advogado da empresa na ação, Paulo Carbone.

Bens importantes estão guardados no endereço do Museu Fittipaldi. Além do Copersucar 1976, estão no local o troféu do segundo título mundial de Fórmula 1 de Fittipaldi, assim como a taça da conquista do GP do Brasil, ambos conquistados em 1974. O bicampeão da F-1 pode recorrer da decisão.

Há vários anos, Fittipaldi lida com uma extensa lista de credores e já recebeu acusações de esconder patrimônio da Justiça. Ele se envolveu em dívidas dentro e fora do automobilismo com investimento em projetos que fracassaram. As dificuldades financeiras de Fittipaldi não são recentes.

O ex-piloto tem sofrido nos últimos anos com tentativas de penhoras de bens após ações judiciais movidas por causa de dívidas. Em 2020, concedeu entrevista ao Estadão em que não revelava a dívida contraída, mas dizia estar confiante em resolver os problemas financeiros. “Vou liquidar tudo, não tenho medo. Estou trabalhando muito”, disse à época. A reportagem do Estadão tentou contato com os representantes de Emerson Fittipaldi, mas não obteve sucesso.

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