Moedas: dólar recua, com decisão do Fed e possível alta de 50 pb em julho

O DXY fechou em baixa de 0,34%, aos 105,158 pontos, após atingir mínima diária na casa dos 104 pontos. No fim da tarde em Nova York,...

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Por Agência Estado

O dólar operou em baixa hoje ante a maioria das moedas, em uma sessão com grande atenção à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed). Depois de ser antecipada nos últimos dias, fortalecendo a moeda americana, a alta de juros de 75 pontos-base pela autoridade não deu grande impulso ao ativo. Por outro lado, a declaração do presidente Jerome Powell de que o movimento não é comum, e de que uma alta de 50 pontos pode ocorrer na próxima reunião, pesou no dólar.

O DXY fechou em baixa de 0,34%, aos 105,158 pontos, após atingir mínima diária na casa dos 104 pontos. No fim da tarde em Nova York, o euro subia a US$ 1,0446 e a libra avançava a US$ 1,2185. Já o dólar tinha baixa a 133,74 ienes.

A menção de Powell, à possibilidade de um aperto de menor magnitude em julho derrubou os juros dos Treasuries e o dólar ante as moedas fortes. Ele que não gostaria que a elevação de 75 pontos se tornasse comum. Além disso, afirmou que uma alta de 50 pontos-base não está descartada na próxima reunião, nos dias 26 e 27 de julho.

Hoje, o Conselho do Banco Central Europeu (BCE) orientou a área técnica da entidade a acelerar a criação de um novo instrumento para mitigar os riscos de fragmentação na zona do euro. A informação foi confirmada em comunicado divulgado após reunião emergencial nesta quarta-feira. Segundo Edward Moya, analista da Oanda, o euro inicialmente se recuperou como a mais recente ferramenta do BCE para aliviar o estresse do mercado, permitindo que eles aumentem as taxas rapidamente. Após isso, o foco mudou Fed e os investidores estão tentando decidir se a autoridade colocou um pico nos rendimentos do Treasuries, o que pode sinalizar que o dólar está no topo, avalia.

Para a libra, as atenções se voltam ao Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês). Especialistas esperam uma alta de 25 pontos base nos juros amanhã, temendo o risco de recessão. A Western Union lembra que não fossem as quedas induzidas pelo Brexit e pela pandemia em 2016 e 2020, a libra estaria em seu nível mais baixo ante o dólar desde meados da década de 1980. O risco de que a Escócia possa buscar um referendo de independência adicionou combustível à queda da libra em 2022, diz a análise, que lembra que o ativo britânico já recuou ante o dólar mais de 10% no acumulado do ano.

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