
Varíola dos macacos: governador paulista não vê motivo para pânico
O Ministério da Saúde informou ontem, por meio de nota, que a Sala de Situação e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS)......
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Por CGN
O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, disse hoje (10) que “não há motivo para ter pânico” após a confirmação do primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil. Ontem (9), as secretarias municipal e estadual informaram que um homem de 41 anos, residente na cidade de São Paulo, testou positivo para a doença e está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. O paciente tem histórico de viagem para Portugal e Espanha.
O Ministério da Saúde informou ontem, por meio de nota, que a Sala de Situação e do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS) Nacional segue em articulação direta com o estado de São Paulo e com a capital paulista para monitoramento do caso e o rastreamento dos contatos. “Todas as medidas de contenção e controle foram adotadas desde a internação do paciente”, apontou o órgão.
Na quarta-feira (8), a pasta informou que estava monitorando oito casos suspeitos de varíola dos macacos no Brasil.
A varíola
A varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, este contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.
Não há tratamento específico, mas, de forma geral, os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com Aids, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.
De acordo com a secretaria, os primeiros sintomas associados à doença são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De 1 a 3 dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele que podem estar localizadas em mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.
O Instituto Butantan informou que essas lesões na pele evoluem em cinco estágios: mácula, pápulas, vesículas, pústulas e finalmente crostas, estágio final, quando as feridas caem. A transmissão do vírus ocorre, principalmente, quando há contato com essas lesões.
Para prevenir a doença, a secretaria destaca que é importante evitar contato próximo ou íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado; evitar o contato com quaisquer materiais que tenham sido utilizados pela pessoa doente; e higienizar as mãos, lavando-as frequentemente com água e sabão ou álcool gel.
A Agência Brasil procurou o Ministério da Saúde para comentar possíveis medidas a serem adotadas e aguarda o envio das informações.
Fonte: Agência Brasil
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