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Não sejamos ingênuos – por Caio Gottlieb
Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

Não sejamos ingênuos – por Caio Gottlieb

Colocados no STF por Bolsonaro, os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça demonstraram que não hesitarão, sempre que for necessário, em votar a favor dos...

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Por Caio Gottlieb

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Não sejamos ingênuos – por Caio Gottlieb
Fachada do edifício sede do Supremo Tribunal Federal - STF

Se ainda restava alguma dúvida, o julgamento que derrubou no Supremo Tribunal Federal a liminar que havia restituído o mandato do ex-deputado Fernando Francischini serviu para deixar as coisas bem claras.

Aliás, claríssimas.

Colocados no STF por Bolsonaro, os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça demonstraram que não hesitarão, sempre que for necessário, em votar a favor dos interesses do presidente.

Ambos, de fato, são bolsonaristas de toga, como os opositores do governo os vêm chamando.

Do mesmo modo, nunca presenciaremos qualquer um dos demais integrantes da Corte tomando decisões que venham a afrontar o padrinho que o nomeou.

Goste-se ou não, faz parte do jogo.

Lembremos que, com exceção de Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, indicados, respectivamente por FHC e Michel Temer, todos os outros sete magistrados (Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin) chegaram lá pelas mãos de Lula ou Dilma.

E, como vimos, toda essa turma, na hora que foi preciso, e sem a menor cerimônia, tirou da cartola a artimanha jurídica que permitiu anular todas as condenações do petista na Operação Lava Jato e habitá-lo para concorrer novamente à presidência da República.

São os lulistas de toga.

Moral da história: quem sai para o baile tem que saber dançar.

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