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Imagem referente a Juiz do PR usa versos para responder homem que pediu medida protetiva contra mulher que quebrou carro

Juiz do PR usa versos para responder homem que pediu medida protetiva contra mulher que quebrou carro

Ele entendeu que trecho de um cordel seria capaz de explicar que o homem não pode ser vítima pela lei Maria da Penha......

Publicado em

Por Mariana Lioto

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Imagem referente a Juiz do PR usa versos para responder homem que pediu medida protetiva contra mulher que quebrou carro

O juiz Marcelo Quentin, que atua na comarca de Sengés, no Paraná, recebeu recentemente um pedido inusitado. No final de janeiro, um homem que teve o carro quebrado pela mulher entrou com uma ação pleiteando medida protetiva com base na Lei Maria da Penha.

Apesar de os casos de violência serem comuns, o pedido de um homem contra uma mulher é raro e o caso não pode ser enquadrado pela lei Maria da Penha, que é exclusive para vítima mulher.

Diante dessa situação, o juiz aproveitou para explicar melhor o real sentido da legislação. Ao proferir a sentença, ele inovou e reproduziu versos de um cordel (gênero literário comum na região nordeste), para esclarecer que a lei não pode ser aplicada nesse caso.

“Neste caso eu achei que ia ficar muito fácil de entender, pois a literatura de cordel traz a informação de forma clara e artística”, disse o magistrado.

Diz o cordel de Tião Simpatia:

“E se acaso for o homem
Que da mulher apanhar?
É violência doméstica?
Você pode me explicar?
Tudo pode acontecer
No âmbito familiar!

Nesse caso é diferente;
A lei é bastante clara:
Por ser uma questão de gênero
Somente à mulher, ampara.
Se a mulher for valente
O homem que livre a cara.

E procure seus direitos
Da forma que lhe convenha
Se o sujeito aprontou
E a mulher desceu-lhe a lenha
Recorra ao código penal
Não à lei maria da penha”.

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