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Hamilton e Messi dividem prêmio e brasileiros passam em branco no Laureus

Hamilton, único dos dois que estava presente na cerimônia, agradeceu o prêmio e dedicou a conquista ao automobilismo. “Esta é uma grande honra, principalmente por ganhar...

Publicado em

Por Agência Estado

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Em evento marcado por homenagem a Kobe Bryant e por um resultado incomum, o prêmio Laureus celebrou nesta segunda-feira, em Berlim, na Alemanha, os talentos do inglês Lewis Hamilton e do argentino Lionel Messi, que empataram na disputa de Melhor Atleta Masculino. A igualdade em número de votos é inédita na história do chamado ‘Oscar do esporte’. No feminino, quem levou foi a ginasta norte-americana Simone Biles. Os brasileiros, que concorriam em três categorias, passaram em branco.

Hamilton, único dos dois que estava presente na cerimônia, agradeceu o prêmio e dedicou a conquista ao automobilismo. “Esta é uma grande honra, principalmente por ganhar um prêmio deste diante de tantas estrelas, algumas em ascensão, outros já são lendas. Cresci num esporte que deu um significado para a minha vida”, declarou o britânico.

O piloto da Mercedes brilhou em 2019 ao faturar seu sexto título mundial da Fórmula 1, entrando de vez para o seleto grupo dos grandes da história. Só está atrás agora do alemão Michael Schumacher, recordista de conquistas, com sete troféus. Para tanto, o britânico venceu 11 das 21 corridas do ano passado, ampliando ainda mais seu domínio recente na categoria. Ele soma agora dois Laureus, sendo que o primeiro foi obtido em 2008, como Revelação.

Messi, por sua vez, venceu pela primeira vez, após seis indicações sem sucesso. Em 2019, o jogador do Barcelona foi eleito o melhor do mundo pela Fifa e faturou a Bola de Ouro pela sexta vez, um recorde. Foram 36 gols ao longo da temporada europeia, sendo o artilheiro do Campeonato Espanhol pela sexta vez. Em maio, atingiu a marca de 600 gols na carreira.

O argentino pediu desculpas pela ausência e agradeceu à organização pelo prêmio, em mensagem de vídeo transmitida durante a cerimônia. “A verdade é que é um prêmio muito importante. Estou honrado. É um prazer enorme fazer parte deste prêmio. Gostaria de agradecer a minha família, aos fãs e aos meus companheiros de time. O reconhecimento individual só é possível graças a eles”, declarou o atacante do Barcelona.

Para ficarem com o prêmio, Hamilton e Messi superaram os espanhóis Rafael Nadal e Marc Márquez, o queniano Eliud Kipchoge e o norte-americano Tiger Woods.

No feminino, Simone Biles se sagrou bicampeã. Ela deixou para trás rivais como a jogadora de futebol Megan Rapinoe, dos Estados Unidos, a tenista japonesa Naomi Osaka, e a velocista jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce e as compatriotas Allyson Felix, do atletismo, e Mikaela Shiffrin, do esqui. No total, Biles soma agora três Laureus, em três indicações.

Este aproveitamento de 100% não é por acaso. Em 2019, ela voltou a surpreender o mundo da ginástica ao faturar cinco medalhas de ouro no Mundial, incluindo o quinto título no individual geral, um novo recorde.

“Estou treinando para a Olimpíada. Este prêmio significa o mundo para mim. É o meu terceiro prêmio. Sou muito agradecida a minha família, a academia e aos meus amigos”, disse a ginasta, em transmissão ao vivo durante a cerimônia, direto dos EUA.

BRASILEIROS – Pelo segundo ano seguido, o Brasil passou em branco na premiação. O País tinha três representantes na disputa. O surfista Italo Ferreira e Rayssa Leal, do skate, concorriam no Melhor Atleta de Ação. E a Chapecoense disputava na categoria Momento Esportivo, que reunia todos os vencedores desta disputa nos últimos anos. Italo e Rayssa perderam para a norte-americana Chloe Kim, do snowboard – ela venceu o prêmio pela segunda vez consecutiva.

E o clube catarinense foi superado, na única categoria decidida por votação popular, pelo momento batizado de “Nos ombros de uma Nação”, protagonizado pelo indiano Sachin Tenulkar, que liderou a seleção de críquete do seu país na conquista da Copa do Mundo em 2011. Foi o primeiro título da Índia obtido em casa, e o segundo no geral.

Também passou em branco na cerimônia o Liverpool, que disputava em duas categoria: Retorno e Melhor Equipe. O melhor time desta edição foi a seleção masculina de rúgbi da África do Sul, em razão do título mundial conquistado em 2019. Faturou, assim, o segundo Laureus da equipe. O Liverpool, do técnico Jürgen Klopp, concorria devido à campanha vitoriosa da Liga dos Campeões da Europa. Também foram superados o Toronto Raptors, da NBA, e a Mercedes, da Fórmula 1.

Na disputa do Melhor Retorno, o clube inglês foi batido pela recuperação da pilota alemã Sophia Flörsch, que sofreu grave acidente na Fórmula 3 e chegou a sofrer fratura na espinha. Após longa e dura reabilitação, a atleta de 18 anos voltou a pilotar em novembro.

O prêmio de Revelação foi para o ciclista colombiano Egan Bernal, o mais novo vencedor da tradicional Volta da França em 110 anos, em 2019. Na categoria de melhor atleta paralímpico, o troféu ficou com a norte-americana Oksana Masters, do esqui.

O basquete faturou dois troféus. O alemão Dirk Nowitzki foi premiado pela carreira vitoriosa e pela contribuição ao esporte. Aposentado no fim do ano passado, após 21 anos defendendo o Dallas Mavericks na NBA, ele é considerado por muitos como o melhor jogador de basquete da história da Europa. E a Federação de Basquete da Espanha levou o prêmio de Conquista Excepcional devido ao sucesso recente de suas seleções. Este prêmio só havia sido entregue em outras três edições do Laureus, que completa 20 anos em 2020.

A modalidade também foi lembrada com a homenagem a Kobe Bryant, que morreu no fim do mês passado em um acidente de helicóptero. O apresentador da cerimônia, o ator britânico Hugh Grant, liderou um minuto de silêncio no início do evento e foi acompanhado por todo o público, de pé, para lembrar do episódio trágico e da carreira da lenda da NBA.

Confira abaixo a lista dos vencedores:

Melhor Atleta Masculino: Lewis Hamilton (Inglaterra/automobilismo) e Lionel Messi (Argentina/futebol)

Melhor Atleta Feminino: Simone Biles (EUA/ginástica)

Melhor Atleta de Ação: Chloe Kim (EUA/snowboard)

Melhor Equipe: Seleção masculina de rúgbi da África do Sul

Melhor Atleta Paralímpico: Oksana Masters (EUA/esqui)

Melhor Retorno: Sophia Flörsch (Alemanha/automobilismo)

Revelação: Egan Bernal (Colômbia/ciclismo)

Momento Esportivo 2000-2020: “Nos ombros de uma Nação” (Índia/críquete)

Conquista Excepcional: Federação de Basquete da Espanha

Prêmio pela Carreira: Dirk Nowitzki (Alemanha/basquete)

Prêmio Esporte para o Bem (projetos sociais): South Bronx United

* Repórter viajou a convite da organização do evento

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