CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Cracolândia: Prefeitura de SP adota internações involuntárias de dependentes

Desde o mês de abril, os dependentes químicos estão sendo levados para o Hospital da Bela Vista, na região central da cidade, para um prazo máximo...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A Prefeitura de São Paulo internou 22 usuários de drogas para tratamento contra a dependência química sem o consentimento deles em uma medida permitida por lei. Na chamada internação involuntária, o consentimento de um familiar e a assinatura de um médico são suficientes para a hospitalização, sem a necessidade da anuência do próprio usuário de drogas. A informação foi divulgada inicialmente pela Rádio Bandeirantes e confirmada pelo Estadão.

Desde o mês de abril, os dependentes químicos estão sendo levados para o Hospital da Bela Vista, na região central da cidade, para um prazo máximo de internação de 90 dias. A ação do poder municipal foi iniciada dias depois de usuários de traficantes se deslocaram da região da Luz para a Praça Princesa Isabel, na região central. No início de maio, uma grande operação policial removeu o chamado “fluxo” da praça, que se espalhou por vários pontos do centro de São Paulo.

É a primeira vez que a gestão municipal recorre a essa medida. Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a nova Lei de Drogas, que autoriza a internação sem a anuência dos usuários.

A expectativa da Prefeitura é que o número de internações aumente, como avalia Alexis Vargas, secretário Executivo de Projetos Estratégicos da Prefeitura de São Paulo. “A tendência é o aumento do número de internações. Com a redução do número de usuários na rua Helvétia, os familiares estão conseguindo encontrados os usuários. Existe um aumento da procura por atendimento”, diz o secretário.

De acordo com números da prefeitura, os principais pontos de concentração dos usuários são a Rua Helvétia, com cerca de 250 usuários, a Rua Gusmões, com 150 dependentes químicos.

A internação involuntária pode ser solicitada por um familiar do usuário nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da capital, nas UPAs ou nas tendas do SIAT emergencial. O pedido tem que ser feito por escrito e aceito por um médico psiquiatra. De acordo com a Prefeitura, o familiar pode solicitar a interrupção do tratamento a qualquer momento.

Existem outras formas de internação. Na modalidade voluntária, a internação é feita com consentimento e autorização do dependente químico. Já a internação compulsória é determinada por um juiz depois de um pedido formal de um médico, atestando que a pessoa não tem domínio sobre a própria condição psicológica e física. A Prefeitura afirma que não realiza a internação compulsória.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN