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Imagem referente a Espetáculo do Laboratório Siameses encerra o Programa Público do Museu Paranaense
Espetáculo do Laboratório Siameses (SP) encerra oficialmente o Programa Público do mupaFoto: SECC

Espetáculo do Laboratório Siameses encerra o Programa Público do Museu Paranaense

Para fechar oficialmente a programação, o MUPA recebe no sábado (21) o espetáculo de dança contemporânea Jardim Noturno, proposto pelo Laboratório Siameses – um desdobramento dos......

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Por CGN

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Espetáculo do Laboratório Siameses (SP) encerra oficialmente o Programa Público do mupaFoto: SECC

Depois de cinco meses de uma intensa programação, o Programa Público do Museu Paranaense (MUPA) chega à sua última semana encerrando um grande ciclo de encontros, debates e intercâmbios de conhecimentos em torno da temática central do programa: a relação entre humanidade e natureza. 

Para fechar oficialmente a programação, o MUPA recebe no sábado (21) o espetáculo de dança contemporânea Jardim Noturno, proposto pelo Laboratório Siameses – um desdobramento dos 15 anos de investigação da Companhia de Dança Siameses, de São Paulo. Jardim Noturno trata, metaforicamente, do florescimento dos vegetais, de sua história secreta, misteriosa e sutil, explorando o movimento mínimo, fragmentado, estilhaçado, como se assim honrasse cada célula do corpo separadamente.

Apresentando uma versão exclusiva para o público do Museu Paranaense, o grupo pretende estabelecer, ao longo do espetáculo, um constante diálogo entre o corpo humano individualizado e o corpo coletivo das plantas, em especial sobre a arquitetura colaborativa que faz com que as plantas se adaptem à situações adversas, sem um cérebro centralizado de comando.

Para essa montagem, estarão presentes os bailarinos Danielle Rodrigues, Maurício de Oliveira e Vinícius Francês. A luz e mapping ficam por conta de Clara Caramez, trilha sonora de Rodrigo Florentino e May Manão e o figurino é assinado por Adriana Hitomi.

Inspirados no sistema de comando neural das plantas, espalhado por todo seu “corpo” (sentem com o corpo, veem com todo o corpo, pensam com todo corpo), a pesquisa se aproximaria de uma criação em que as configurações coreográficas serão construídas a partir de um corpo em estado de atenção absoluta dos sentidos, a ponto de permitir que o espetáculo se desenvolva no ato da performance, numa clara analogia ao sistema democrático compreendido pelo corpo coletivo das plantas.

A apresentação integra também a 20º Semana Nacional de Museus, promovida pelo Ibram.

SOBRE O LABORATÓRIO SIAMESES – O Laboratório Siameses é um espaço de criação artística que procura, nos cruzamentos entre pessoas e linguagens, entender novas formas de criar junto. Assumindo os riscos de se construir algo em cima de parcerias improváveis e de terrenos inseguros, o grupo acredita que essa instabilidade é a chave para se redirecionar nossa visão sobre o corpo, a dança e a arte – sobretudo em redescobrir o prazer da criação artística.

SOBRE O DIRETOR – Maurício de Oliveira é diretor, coreógrafo e bailarino nascido em Goiânia. Sua trajetória profissional começou no Balé da Cidade de São Paulo (1989-1992) e passou pelo Balé do Teatro Castro Alves, em Salvador (1993). Dançou em diversas companhias como Choreographishes Theater Von Johan Kresnik (1994-1996), Pretty Ugly Dance Company, sob a direção de Amanda Miller, Djazzex em Den Haag (1997), Leine & Roebana, em Amsterdam (1998), Paul Selwyn Norton, também em Amsterdam (1999) e Frankfurt Ballet (1999-2003), sob a direção de William Forsythe.

No Brasil, criou e dirigiu a Companhia de Dança Siameses. Entre seus trabalhos estão “Jardim Noturno” (2010), Olhar Oblíquo (2006), D.G.LO (2007), Objeto Gritante (2011) e a Trilogia Alquímica (Nigredo, 2012; Albedo, 2014; Rubedo, (2016) além do solo “Fragile” (2008). Em 2019, motivado por novas possibilidades de exploração artística, criou o Laboratório Siameses, espaço de livre experimentação de pesquisa de linguagens.

PÉS NA TERRA – O Programa Público intitulado “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas” consiste em um projeto experimental do Museu Paranaense (MUPA) que ocorre entre os meses de janeiro e maio de 2022. Formado por uma série de ações artísticas, educativas e culturais, o público foi convidado a aproximar-se das múltiplas formas de vínculos entre seres humanos e seres vegetais. 

Fizeram parte desse projeto coletivos indígenas, artistas, pesquisadores das áreas da botânica, antropologia, arqueologia e história, mestres e detentores de saberes e fazeres de populações tradicionais (quilombolas, faxinalenses e caiçaras), escritores, arquitetos, cozinheiros e produtores locais ligados à agroecologia. Dentre as plantas que se destacaram na programação figuram a mandioca, a caxeta, o tabaco, o pau-brasil, além das sementes crioulas quilombolas, ervas medicinais ligadas à cura ou aos rituais do candomblé.

A realização do Programa Público “Se enfiasse os pés na terra: relações entre humanos e plantas” buscou reafirmar a importância da cultura imaterial, dos saberes ancestrais de pessoas enraizadas em seus territórios, bem como da potência do museu enquanto espaço de relações. Por meio de mesas-redondas, conversas, atividades práticas e ações artísticas, o projeto teve como objetivo promover o encontro entre os sujeitos que carregam consigo uma relação estreita com as plantas – das mais diferentes formas – e o público do Museu Paranaense. 

SERVIÇO

Encerramento do Programa Público do MUPA com o espetáculo de dança “Jardim Noturno” do Laboratório Siameses

Sábado, 21 de maio, às 19h

Duração: cerca de 50 minutos 

Entrada gratuita

Os lugares serão liberados por ordem de chegada, a partir das 18h30.

Local: Museu Paranaense – Rua Kellers, 289 – Alto São Francisco – Curitiba

www.museuparanaense.pr.gov.br

Fonte: AEN

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