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Imagem referente a “Estou nos meus 80%”, diz Calderano, 4º melhor mesatenista do mundo
© Luis Miguel Ferreira/CBTM/Direitos Reservados

“Estou nos meus 80%”, diz Calderano, 4º melhor mesatenista do mundo

"Tenho consciência da importância de uma medalha olímpica para o nosso tênis de mesa. Acredito que essa pressão para conseguir desta vez, essa motivação, tudo isso......

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Por CGN

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© Luis Miguel Ferreira/CBTM/Direitos Reservados

“Não sei exatamente a porcentagem que estou, acho que não estou tão perto ainda do que posso chegar”, expõe Hugo. “Acho que o meu melhor tênis de mesa será daqui a alguns anos, talvez até depois dos trinta. Então, talvez eu esteja ali por volta dos oitenta por cento [do que pode ser]”, afirma Calderano, em entrevista à Agência Brasil.

“Tenho consciência da importância de uma medalha olímpica para o nosso tênis de mesa. Acredito que essa pressão para conseguir desta vez, essa motivação, tudo isso só vai me ajudar a crescer para ter mais chances em Paris”, diz Caldernano,  que há oito anos vive em Ochsenhausen, pequena cidade no sul da Alemanha.

A noção exata da relação de responsabilidade e representatividade que tem para o esporte nacional – é um dos brasileiros mais bem posicionados em rankings individuais de modalidades olímpicas – foi cultivada à distância. Hugo esteve recentemente no Rio para um período de treinos com a seleção e um desafio amistoso contra atletas da França. Antes disso, não competia na terra natal desde dezembro de 2018. Ao mesmo tempo em que se tornou um fluente falante do idioma alemão, ele se habituou a sentir falta das coisas mais básicas do Brasil: a família, o clima e a comida. Mas ele passou a aproveitar as rápidas estadias em casa como uma recarga de bateria.

“Sempre que venho ao Brasil de férias volto para as competições na Europa com muito mais energia”.

“A concentração e a força mental que ele tem são impressionantes. Ele é muito controlado e dá tudo em quadra, em todos os pontos. Isso é o que eu tento fazer e consigo na maioria das vezes”.

A virada de Nadal na final do Aberto da Austrália deste ano- o espanhol reverteu uma desvantagem de 2 sets a 0 na final contra o russo Daniil Medvedev para conquistar o título – é um dos exemplos que inspira Calderano a seguir enfileirando conquistas inéditas.

“Acho que nem ele mesmo acreditava que seria possível mas continuou tentando e batalhando. Quando você continua tentando, boas coisas acontecem”, conclui Calderano. 

Fonte: Agência Brasil

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