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Imagem referente a Curitiba – Trabalho intersetorial protege crianças e adolescentes do abuso e exploração sexual

Curitiba – Trabalho intersetorial protege crianças e adolescentes do abuso e exploração sexual

Realizado nesta quarta-feira (11/5), o evento reuniu equipes da FAS e representantes das secretarias municipais da Saúde e da Educação e conselheiros tutelares que compõem a......

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Por CGN

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Imagem referente a Curitiba – Trabalho intersetorial protege crianças e adolescentes do abuso e exploração sexual

A importância do trabalho intersetorial para proteção de crianças e adolescentes de Curitiba foi ressaltada durante um encontro promovido pela Fundação de Ação Social (FAS) para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio.

Realizado nesta quarta-feira (11/5), o evento reuniu equipes da FAS e representantes das secretarias municipais da Saúde e da Educação e conselheiros tutelares que compõem a Rede de Proteção da Criança e do Adolescente em Situação de Risco Para Violência de Curitiba, além de integrantes do Núcleo de Proteção às Crianças e Adolescentes Vítimas de Crimes (Nucria) e do Poder Judiciário.  

“Temos uma rede de proteção forte, mas com eventos como esse, desenvolvidos permanentemente, queremos aperfeiçoar conhecimentos e sensibilizar as equipes, que são articuladores territoriais e regionais, para qualificar ainda mais o atendimento e prevenir o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes”, explicou a diretora de Proteção Social Especial da FAS, Tatiana Possa Schafachek.

No palco do Salão de Atos do Parque Barigui, decorado com flores amarelas -símbolo da infância e da campanha nacional de combate ao abuso e à exploração sexual – feitas de papel e balões por crianças e adolescentes acolhidos nas sete unidades próprias do município, a assessora da Coordenadoria de Projetos da Prefeitura, Márcia Huçulak, também ressaltou o trabalho consistente realizado pelo município, desde 2002, com a instituição da  Rede de Proteção.

Márcia sugeriu ainda o desenvolvimento de ações que ensinem as pessoas a criar vínculos entre si. “Onde há vínculo de amor e afeto a violência não entra, não tem espaço”, disse. Segundo ela, as crianças costumam repetir situações de violência quando chegam à vida adulta e o desenvolvimento de ações para incentivar vínculos afetivos pode interromper o processo de violência que acontece em todas as classes sociais.  

Poder Judiciário

A juíza Manuela Simon Pereira Rattmann, diretora do Fórum Descentralizado do Pinheirinho, falou durante o evento do papel das Varas da Infância e Juventude na proteção de crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual. “Acho muito importante que possamos compartilhar e trocar ideias sobre esse tema e encontrar soluções. Nós não podemos jamais nos conformar ou banalizar essas violências”, disse.

De acordo com a juíza, o Tribunal de Justiça do Paraná adotou em 2012 um modelo de atendimento que busca aproximar o Poder Judiciário das políticas públicas, como da assistência social, educação, saúde, esporte e lazer. “Por conta disso foram criados fóruns descentralizados, nas regionais administrativas do município, o que tem sido muito produtivo”, explicou.

18 de maio

O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi  instituído em 2000, pela Lei 9970/00. A escolha se deve ao assassinato de Araceli, uma menina de oito anos que foi drogada, estuprada e morta por jovens de classe média alta, no dia 18 de maio de 1973, em Vitória (ES). Esse crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje permanece impune

A data tem objetivo de dar visibilidade à gravidade da violência sexual contra crianças e adolescentes e sensibilizar a sociedade quanto ao enfrentamento a esse tipo de violência.

Presenças

Participaram também do evento o presidente da FAS, Fabiano Vilaruel, que fez a mediação das apresentações dos convidados, a delegada-titular do Nucria, Ellen Victer Moço Martins, e a psicóloga Adriane Wollmann, que faz a Escuta Especializada de crianças e adolescentes vítimas de violência na Secretaria Municipal da Saúde.

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