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Imagem referente a Lei municipal reforça prioridade de autistas no atendimento

Lei municipal reforça prioridade de autistas no atendimento

Muitos mitos, fake news e mesmo tratamentos miraculosos sobre o autismo circulam na internet......

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Por Maycon Corazza

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Imagem referente a Lei municipal reforça prioridade de autistas no atendimento

De autoria dos vereadores Carlinhos de Oliveira (PSC) e Olavo Santos (PHS), o Projeto de Lei 104/2019 determina que os órgãos públicos e estabelecimentos privados de atendimento ao público mantenham placas com a identificação do símbolo mundial do Transtorno de Espectro Autista. A matéria legislativa prevê atendimento prioritário aos autistas da mesma forma que aos idosos, gestantes, lactantes e pessoas com deficiência física. No plenário, o projeto foi aprovado por unanimidade, após ser derrubado o parecer contrário da Comissão de Justiça.

“É lamentável uma pessoa com autismo não ter atendimento prioritário nas agências bancárias, nas casas lotéricas, em estabelecimentos comerciais e principalmente em órgãos públicos que possuam atendimento de grande quantidade de pessoas diariamente, como exemplo, o INSS, os Correios e a Prefeitura”, justificam os proponentes.

Os vereadores explicam que a preferência para as pessoas com autismo é fundamental uma vez que a demora no atendimento pode provocar uma crise incontrolável, gerando problemas tanto para o autista como para seu acompanhante, sendo que para estes é necessário tranquilidade e agilidade no atendimento, proporcionando conforto a todos. Por este motivo, inclusive, a ordem da pauta da sessão foi alterada, de forma que o projeto fosse votado primeiro em respeito às famílias dos autistas que acompanhavam a sessão.

Autismo

Muitos mitos, fake news e mesmo tratamentos miraculosos sobre o autismo circulam na internet. É fundamental que pais, jornalistas e autoridades busquem informações confiáveis sobre o assunto.

Os sintomas do autismo começam a aparecer nos primeiros três anos de vida e o ideal é que o diagnóstico seja feito o quanto antes, abrindo caminho para modelos de intervenção comportamentais, de preferência, abordagens que tenham fundamentação cientifica e um grande número de pesquisa com amostragem populacional significativa.

Dentre os comportamentos que merecem atenção estão: dificuldade para interagir socialmente, como manter o contato visual, expressão facial, gestos, expressar as próprias emoções e fazer amigos; dificuldade na comunicação, optando pelo uso repetitivo da linguagem e dificuldades para começar e manter um diálogo; alterações comportamentais, como manias próprias, interesse intenso em coisas específicas e dificuldade de imaginação.

A importância está em ajudá-los a adquirir competências suficientes e a tempo de poderem ser mais funcionais e socialmente melhores adaptados nos anos mais difíceis que se seguirão, ao adentrarem na escola ou no trabalho.  Nesse processo, a intervenção precoce e a oportunidade de oferecer os melhores modelos auxilia na preservação ou até no ganho de capacidade intelectual e de linguagem social verbal e não verbal.

O texto é da assessoria de imprensa.

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