
Família de Layane e defesa acreditam que acusado não agiu sozinho e esperam respostas
Crime aconteceu em São José dos Pinhais, na região metropolitana......
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Por Fábio Wronski

A Delegacia da Mulher de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, realiza na tarde desta quarta-feira (12) a reconstituição da morte de Layane Czervinski, 19 anos. Ela foi encontrada morta em uma chácara da Avenida Rui Barbosa no último dia 20 de janeiro. Miguel Angelo Duarte confessou o assassinato e está preso pelo crime.
O pedido de reconstituição foi feito pelo advogado de defesa de Miguel, José Valdeci de Paula. Tanto ele, quanto a família de Layane, acreditam que Miguel não cometeu o crime sozinho, mas por duas vezes ele afirmou à polícia que agiu sem a ajuda de ninguém.
Segundo o defensor, o objetivo da reconstituição é justamente o de preencher lacunas que não estão claras no inquérito. “Quando assumi o caso, infelizmente ele já havia confessado. O que percebi, porém, na confrontação do depoimento com as provas, foram muitas lacunas, incluindo no que tange a roupa encontrada com Layane. Se ele for condenado, que seja dentro da culpabilidade pelo crime”, afirmou.
A mãe de Layane, Inês da Silva, diz esperar que Miguel dessa vez fale a verdade sobre o ocorrido. “Meu coração hoje está saltando pela boca, eu nem queria ter vindo. De qualquer forma, entendo que isso vai esclarecer muita coisa e ele vai ter que dizer a verdade. Eu não acredito que ele tenha feito isso tudo sozinho, talvez esteja acobertando alguém mais poderoso, mas vai ter que responder também”, disse.
Para a reconstituição, as polícias Civil e Militar realizam um isolamento em ruas próximas, justamente para evitar a presença de curiosos.
“Cortina de fumaça”
Para o assistente de acusação Mark Stanley, a reconstituição é uma grande “cortina de fumaça” que só terá valor se Miguel contar toda a verdade. “A defesa coloca uma ‘cortina de fumaça’ a cada ato do processo e a reconstituição só é válida se o Miguel falar a verdade”, comentou.
Valdeci contesta a versão de cortina de fumaça e diz que está apenas garantindo a plena defesa de Miguel. “Acusar é fácil, quero que ele prove que isso está acontecendo. Estou apenas garantindo que Miguel responda de fato pelo que fez”, concluiu.
Miguel foi identificado graças a mensagens encontradas no celular da mãe de Layane, Inês. Como a jovem estava com o celular quebrado, usou esse aparelho para trocar mensagens com Miguel. Ele acabou preso pela Polícia Civil algumas horas depois.
A Delegacia da Mulher tem 30 dias para encerrar o inquérito, mas pode pedir a prorrogação por mais 30.
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