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Foco nas eletivas: Abertura de novo Centro deverá permitir mais de 400 cirurgias/mês no HUOP

CIR autorizou que a estrutura ainda não inaugurada da Ala de Queimados seja utilizada para a instalação de um Centro de Cirurgias Programadas...

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Por Fábio Wronski

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Foco nas eletivas: Abertura de novo Centro deverá permitir mais de 400 cirurgias/mês no HUOP

Na manhã desta quinta-feira (28), o Hospital Universitário do Oeste do Paraná confirmou que o Comitê Intergestores Regional (CIR), aprovou a instalação do Centro de Cirurgias Programadas na estrutura construída para ala de queimados no Hospital Universitário do Oeste do Paraná.

A medida, que começou a ser movimentada pelo diretor-geral do Huop, Rafael Muniz de Oliveira, ainda em novembro do ano passado, busca aumentar o número das cirurgias eletivas, as quais têm fila de espera, em alguns casos, de oito anos.

Este foi um segundo passo para a contemplação do Centro, porém, novas autorizações terão que ser conquistadas para que esta importante medida possa ser realmente efetivada.

Conforme o diretor do HUOP, agora, a questão será encaminhada para uma comissão de nível estadual e, com o aval, serão iniciadas as licitações e compras de equipamentos.

A verba que viabilizará a instalação está relacionada aos valores que foram destinados pelo Ministério da Saúde, ainda durante a pandemia, através de um repasse de R$ 13 milhões ao Governo do Estado.

Apesar destas próximas movimentações serem políticas e financeiras, o diretor do HUOP acredita que, se tudo der certo, a abertura do novo Centro se dará em três meses, iniciando os atendimentos no segundo semestre.

Para que a nova estrutura funcione, além de equipamentos, deverão ser realizadas contratações de mais médicos, sendo anestesistas e os cirurgiões especialistas nas áreas que forem definidas para atendimentos.

Hoje, a fila de espera para cirurgias eletivas no HUOP é de aproximadamente 1.600 pacientes, sendo que na Macrorregião existem 20 mil pessoas que precisam dos atendimentos.

O objetivo do hospital é dar dignidade à população e, em aproximadamente três anos, reduzir esta demanda gigantesca.

Em alguns casos, a espera pelos procedimentos é de oito anos, sendo que o ideal, conforme destacou o diretor-geral, seria de aproximadamente dois meses.

Muniz destacou que o problema da demora nas cirurgias eletivas já era crônico, sendo a questão foi agravada durante a pandemia, quando os procedimentos foram cessados por falta de leitos de UTI.

Um ponto positivo, pós-pandemia, é que o HUOP está mais equipado com respiradores e leitos, os quais foram utilizados nos pacientes que foram colocados em coma induzido.

Agora, resta a todos nós torcermos para que os próximos passos sejam positivos e realizados de forma ágil, pois toda a população tem a ganhar com esta nova conquista.

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