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IGP-M desacelera a 1,41% em abril, após 1,74% em março, afirma FGV

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu a 14,66% em abril, de 14,77% em março. A taxa efetiva ficou aquém da...

Publicado em

Por Agência Estado

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) desacelerou a 1,41% em abril, de 1,74% em março, informou nesta quinta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou perto do piso da pesquisa Projeções Broadcast, de 1,45%, e inferior à mediana do levantamento (1,70%). O teto era de 2,48%.

Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M arrefeceu a 14,66% em abril, de 14,77% em março. A taxa efetiva ficou aquém da estimativa intermediária da pesquisa, de 15,0%, mas dentro do intervalo das projeções (14,25% a 15,87%). O IGP-M acumula alta de 6,98% em 2022.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) puxou o alívio do IGP-M, ao desacelerar de 2,07% em março para 1,45% em abril. O indicador de custos no atacado acumula alta de 16,09% em 12 meses e de 8,42% em 2022.

Em contrapartida, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) acelerou de 0,86% para 1,53% no período. O indicador sobe 10,37% em 12 meses e 3,18% no ano. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) avançou de 0,73% para 0,87% e sobe 11,54% em 12 meses e 2,74% em 2022.

O IPC-M acumula alta de 10,37% em 12 meses e de 3,18% em 2022. Todos os grupos do índice registraram aceleração entre março e abril. O grupo Transportes (1,15% para 2,94%) foi o principal responsável pelo repique da inflação ao consumidor. A FGV destaca o avanço dos preços da gasolina (1,36% para 5,86%) como maior vetor de alta para o IPC.

Também aceleraram no período Educação, Leitura e Recreação (0,44% para 1,57%), puxada por passagem aérea (1,73% para 9,50%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,17% para 0,75%), com medicamentos em geral (0,26% para 2,44%); e Habitação (0,75% para 0,93%), devido ao gás de botijão (2,02% para 6,07%).

Completam a lista de altas no IPC-M de abril Despesas Diversas (0,26% para 0,84%), com serviços bancários (0,20% para 1,24%); Alimentação (1,73% para 1,82%), com aves e ovos (0,33% para 2,38%); Vestuário (0,91% para 1,23%), puxado por calçados (0,68% para 1,65%); e Comunicação (-0,12% para 0,0%), devido à tarifa de telefone residencial (-1,26% para 0,73%).

Influências

Além da passagem aérea e da gasolina, puxaram para cima o IPC-M de abril o tomate (13,89% para 23,28%), aluguel residencial (1,44% para 2,76%), e licenciamento/IPVA (3,91% para 3,56%). Em contrapartida, ajudaram a conter a alta do índice a tarifa de eletricidade residencial (0,67% para -0,91%), plano e seguro de saúde (-0,49% para -0,50%), banana prata (-3,21% para -6,90%), bombons e chocolates (0,78% para -2,85%) e alcatra (1,40% para -1,28%).

IPAs

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) agropecuário teve deflação de 1,36% no IGP-M de abril, após subir 3,22% em março, informou a FGV. Já o IPA-M industrial avançou de 1,59% para 2,62% no período.

Com o resultado, os preços ao produtor agropecuário acumulam alta de 7,95% no ano e de 17,45% nos 12 meses encerrados em abril. O IPA-M industrial acumula alta de 8,62% em 2022 e de 15,55% em 12 meses.

Nas aberturas por estágios de processamento, a FGV apurou aceleração dos Bens Finais (2,75% para 3,10%), puxada pelo aumento dos combustíveis para o consumo (4,60% para 10,80%). O grupo de Bens Intermediários também avançou, de 2,06% para 3,40%, devido à alta de combustíveis e lubrificantes para a produção (8,02% para 12,04%).

As matérias-primas brutas, por sua vez, arrefeceram de 1,53% em março para queda de 1,82% em abril, puxadas pelos alívios em soja em grão (7,28% para -7,02%), milho em grão (2,48% para -7,22%) e suínos (10,05% para -3,99%). No sentido oposto, destacaram-se aves (1,77% para 15,47%), mandioca/aipim (-2,30% para 12,35%) e leite in natura (3,30% para 8,80%).

Os bens finais acumulam alta de 8,02% em 2022 e de 19,79% nos 12 meses encerrados em abril. Os bens intermediários sobem 8,23% no ano e 27,21% em 12 meses. As matérias-primas brutas avançam 8,97% no ano e 3,94% no acumulado de 12 meses.

As principais pressões para cima sobre o IPA-M em abril partiram de óleo diesel (8,89% para 14,70%), aves (1,77% para 15,47%), gasolina automotiva (6,69% para 11,29%), adubos ou fertilizantes (1,02% para 10,45%) e leite in natura (3,30% para 8,80%).

Em contrapartida, pressionaram o índice para baixo soja em grão (7,28% para -7,02%), milho em grão (2,48% para -7,22%), café em grão (-6,65% para -8,51%) e minério de ferro (-1,21% para -1,54%), além do farelo de soja (3,68% para -6,46%).

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