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Taxas de juros caem com IPCA-15 um pouco mais baixo do que o esperado

Por mais que não tenha mudado substancialmente as apostas do mercado para a Selic terminal, houve espaço para a queima de prêmios nos contratos, com queda...

Publicado em

Por Agência Estado

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Os números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foram a senha para um alívio na curva a termo de juros. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o índice, na margem, foi de 1,73% em abril. Ainda que a mais alta para um mês desde fevereiro de 2003, a taxa veio abaixo dos 1,82% que eram a mediana do Projeções Broadcast.

Por mais que não tenha mudado substancialmente as apostas do mercado para a Selic terminal, houve espaço para a queima de prêmios nos contratos, com queda mais forte concentrada no intervalo intermediário.

Assim, o DI para janeiro de 2023 caiu de 13,028% na terça-feira para 12,97% nesta quarta-feira. O janeiro 2024 mergulhou de 12,713% a 12,54%. O janeiro 2025 cedeu de 12,141% a 12,005%. E o janeiro 2027 encolheu de 11,98% a 11,87%.

A surpresa positiva com a inflação não impediu, contudo, de revisões para cima nas projeções. O JPMorgan, por exemplo, elevou a estimativa de 7,6% para 8,0%. A do Credit Suisse passou de 7,8% para 8,3%.

No Banco Original, a previsão de 7,7% para o fechamento do ano ainda não foi alterada, mas o economista-chefe Marco Caruso admite que há um desconforto com o número e que o viés é de alta. “O IPCA-15 muda muito pouco a nossa visão para o IPCA fechado de abril e o do encerramento do ano”, afirma. Ele estima 0,92% para o índice este mês.

O economista pontua que, em termos de política monetária, o IPCA-15 não trouxe grande alteração ao cenário-base do Banco Central. “Eu acho que não vai muito longe. De agora adiante são ajustes finos. É muito menos na ponta do lápis e muito mais em termos qualitativos. O grosso do impacto deste ciclo de juros vai bater no segundo semestre de 2022 e começo de 2023”, diz.

Nas precificações do mercado, a tendência é semelhante. Há 100% de chance de Selic a 12,75% em maio, tal como o telegrafado pelo BC.

Para junho, as apostas se dividem entre 12,75% (60%) e 13,00% (40%). Há ainda residual para agosto – 80% das chances em taxa básica em 13% e 20%, em 13,25%.

Para a virada do ano, a curva embute uma taxa básica entre 13,00% (52%) e 13,25% (48%).

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