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Sem medo de ser feliz – por Caio Gottlieb

Sem medo de ser feliz – por Caio Gottlieb

Se não conseguir, nos recursos a que ainda tem direito, reverter a sentença imposta na primeira instância, referendada no TRF-4 e agora confirmada pelo STJ, ele...

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Por Caio Gottlieb

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Sem medo de ser feliz – por Caio Gottlieb

Perdida no meio do feriadão, andou quase despercebida a notícia de que o Superior Tribunal de Justiça manteve a condenação do ex-chefe da Casa Civil do governo Lula e ex-deputado federal José Dirceu, um dos fundadores do PT, por envolvimento nas roubalheiras desvendadas pela Operação Lava Jato.

Se não conseguir, nos recursos a que ainda tem direito, reverter a sentença imposta na primeira instância, referendada no TRF-4 e agora confirmada pelo STJ, ele terá que cumprir uma pena de 27 anos de reclusão em regime inicial fechado pelos delitos de associação criminosa, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Não é nada, não é nada…não é nada mesmo.

Um dos principais articuladores da campanha eleitoral que tentará dar a Lula o terceiro mandato presidencial, Zé Dirceu pode continuar seu trabalho com toda liberdade, tranquilidade e desenvoltura.

Não existe o menor risco de que ele termine seus últimos dias de vida na cadeia. Afinal, Dirceu não é um Zé Ninguém.

Quando a discussão do seu caso chegar ao Supremo Tribunal Federal, o petista será providencialmente salvo pelos leais amigos que ajudou a colocar na Corte.

Tirando os ministros Gilmar Mendes, indicado por Fernando Henrique, Alexandre de Moraes, levado por Michel Temer, e Kássio Nunes Marques e André Mendonça, nomeados por Bolsonaro, todos os demais sete integrantes do STF chegaram lá pelas mãos dos governos do PT e não estão decepcionando seus benfeitores, como se viu, só para citar um exemplo, na escandalosa anulação dos processos contra Lula.

Não passam, portanto, de discursos hipócritas as críticas a Bolsonaro por instalar na suprema Corte magistrados com os quais está ideologicamente identificado e esperar que eles votem a favor de seus interesses.

Se a nomeação de ministros alinhados politicamente com os governantes de plantão valeu para Lula, Dilma e outros mandatários da nação, vale também para Bolsonaro e seus sucessores, sejam eles quais forem.

Pau que bate em Chico, bate em Francisco.

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