Tebet diz que orçamento secreto desequilibra disputa por comando do Congresso
“Pergunto se tem algum prefeito aqui que recebeu 50 milhões, 100 milhões de um só deputado. Pois é, teve prefeito que recebeu. É justo não podermos...
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Por Agência Estado
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) criticou nesta terça-feira, 26, o uso do orçamento secreto pelo Congresso Nacional. Pré-candidata à Presidência pelo MDB, ela afirmou que a distribuição das emendas gera desequilíbrio nas disputas eleitorais e pelo comando do Congresso.
“Pergunto se tem algum prefeito aqui que recebeu 50 milhões, 100 milhões de um só deputado. Pois é, teve prefeito que recebeu. É justo não podermos disputar a Presidência da Câmara e do Senado no mano a mano, nas propostas, sabendo que existe orçamento secreto sendo distribuído para orientar as consciências?”, questionou durante painel na Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, evento organizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
As eleições para Presidência da Câmara e do Senado devem ocorrer em fevereiro do próximo ano. Atuais comandantes das Casas Legislativas, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG) planejam disputar a reeleição.
A senadora criticou a falta de transparência sobre a destinação dos recursos e disse que, se eleita, vai editar uma portaria ordenando que os parlamentares responsáveis pelas chamadas emendas de relator sejam revelados.
“Se essa moda (do orçamento secreto) pega, a Assembleia Legislativa vai querer tomar conta dos cofres estaduais, a Câmara de Vereadores vai querer tomar conta dos cofres municipais. Sou senadora e não sei para onde vão 16 bilhões (valor das emendas de relator previsto para este ano), que são 25% de todas as despesas discricionárias. Elas estão nas mãos do Congresso Nacional.”
Reforma tributária
Durante o evento, a senadora também defendeu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária. Para a emedebista, o texto tornaria a divisão da arrecadação mais igualitária entre União, estados e municípios. “Se a maioria dos serviços públicos estão na mão dos senhores e senhoras (prefeitos), não é possível que, nessa carga tributária, a maior parte dos recursos fique nas mãos da União”, criticou.
A presidenciável também sugeriu que os municípios reivindique a extensão do prazo para fim dos chamados lixões. Cidades com menos de 50 mil habitantes têm até 2024 para elaborar um plano de gestão dos resíduos sólidos e garantir o descarte adequado lixo.
“Vocês têm uma bala de prata, que são os dois anos da pandemia. Talvez estender o prazo apenas para aqueles que iniciaram os consórcios de gestão de resíduos sólidos em 2024”, sugeriu.
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