
25 toneladas de materiais coletados em programa de reciclagem irão para o aterro
Até uma cooperativa do Rio Grande do Sul sabendo do caso demonstrou interesse......
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Por Mariana Lioto

Na última sexta-feira a CGN mostrou uma situação ocorrida na sede do Ecolixo, onde materiais coletados pelo programa Coleta Legal estavam sendo recolhidos não para a destinação ambientalmente correta, mas para serem levados ao aterro sanitário. Ou seja, o material separado pela população no fim será misturado aos resíduos comuns.
Desde a semana passada a reportagem tanta falar com a Cootacar que é a cooperativa responsável por aquele ponto de coleta, mas ainda não teve um retorno. A equipe chegou a ser impedida de entrar no espaço que é da prefeitura e foi cedido para o trabalho depois que o barracão onde os catadores trabalhavam pegou fogo.
O secretário de Meio Ambiente, Wagner Yonegura disse que o fato ocorreu porque a cooperativa não deu conta de fazer a separação dos resíduos que aumentaram no fim do ano e agora, por estarem contaminados, não podem mais ser reciclados. Segundo ele são 25 toneladas de material que precisam ser levadas ao aterro, o que equivaleria a um dia e meio.
“A gestão da cooperativa não cabe a prefeitura. Nós fizemos uma orientação mas a maneira de trabalhar compete a eles. Agora vamos acompanhar para ver como será a continuidade do trabalho”
O secretário segue afirmando que 30% do material que é recolhido não pode ser aproveitado por ser orgânico ou não ser possível reciclar.
A Caremel – outra cooperativa que recebe os recicláveis da mesma fonte – afirma que o material que chega é de ótima qualidade. Ela afirma que é mínima a quantidade de material orgânico e que eles buscam reciclar até os materiais mais baratos.
O material mais barato, por exemplo, é o caco de vidro, que vale R$ 0,03 o quilo, mas a gestora, Márcia Regina de Oliveira defende que cada item é importante para compor a renda do catador. Hoje cada um dos 30 catadores tem remuneração de cerca de R$ 1.330 ao mês, com o processamento de 110 toneladas de materiais.
“Para nós parece que existe uma falha na administração, o material que vem da Ambiental é excelente e as pessoas estão cada vez separando melhor o lixo. Aterrar o reciclável é um falha muito grave pois daqui dois meses, quando o inverno se aproximar estaremos mendigando por mais material”, pontua.
A CGN foi procurada até por uma cooperativa do Rio Grande do Sul que ao saber que aqui sobra material tem interesse em atuar na cidade.
Antonio Marcos Batista conta que a Cooperimbé une 20 catadores que recebe material de 14 cidades da região de Imbé-RS. Lá não há coleta seletiva e todo o material reciclável chega misturado ao lixo orgânico, passando pela esteira.
“É muito material sendo jogado fora. Aqui falta material para separarmos. Já entramos em contato com a prefeitura de Cascavel para tentar uma forma de atuarmos também na cidade”.
Nessa cooperativa, mesmo com vários gastos, cada membro tem renda entre R$ 2.200 e 2.500 por mês.
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