CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

MP-SP segue com investigação contra a Prevent Senior após Polícia isentar plano

Na prática, as conclusões apresentadas pela delegada Lisandrea Calabuono, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), atropelam o inquérito em curso no MP, ainda...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

A investigação da força-tarefa do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) sobre as práticas da Prevent Senior na pandemia segue mesmo após a Polícia Civil do Estado isentar a operadora de planos de saúde de crimes no tratamento de pacientes com covid-19.

Na prática, as conclusões apresentadas pela delegada Lisandrea Calabuono, da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), atropelam o inquérito em curso no MP, ainda sem previsão para ser finalizado.

O Ministério Público informou em nota que o relatório final da Polícia Civil será “objeto de análise”. “Assim como todo o acervo probatório que já integra o procedimento investigatório criminal da força-tarefa”, diz o texto. Cabe ao órgão decidir se apresenta eventual denúncia criminal contra executivos e médicos da operadora.

Segundo a defesa da Prevent Senior, as conclusões da delegada começam a evidenciar acusações “injustas”. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que a operadora estuda usar o relatório policial para acionar judicialmente os médicos que denunciaram a empresa.

A principal pendência da investigação do MP neste momento é a conclusão das perícias que vêm sendo realizadas em parceria com o Instituto de Medicina Social e Criminalística (IMESC) em cerca de 50 prontuários médicos de segurados da Prevent Senior. A análise, somada aos depoimentos, é considerada central para confrontar as versões dos pacientes e da operadora.

O trabalho será acrescido agora que a CPI da Prevent Senior compartilhou o relatório final da investigação parlamentar com o Ministério Público.

Os vereadores Antonio Donato (PT), que presidiu a comissão, Paulo Frange (PTB), relator, Celso Gianazzi (PSOL) e Milton Ferreira (Podemos) se reuniram com o procurador-geral de Justiça Mario Sarrubbo e com o promotor da força-tarefa Everton Zanella para entregar cópias do material.

“Estamos buscando fazer Justiça, apurar com toda a tranquilidade e com transparência”, disse Sarrubbo no encontro.

Após a reunião, o vereador Antonio Donato evitou comentar o trabalho da Polícia Civil, mas disse que as conclusões da comissão parlamentar estão “baseadas em fatos e não em especulações”. Os vereadores sugerem o indiciamento de vinte pessoas, incluindo os irmãos Eduardo Parrillo e Fernando Parrillo, donos da Prevent Senior.

“Nós fizemos um trabalho complementar. A força-tarefa do Ministério Público decidiu individualizar os casos. O nosso trabalho foi mais de entender como era a cultura organizacional da empresa, como isso refletia no constrangimento à autonomia médica e como isso levou à distribuição massiva do kit-covid contra qualquer evidência científica. O Ministério Público agora tem seus ritos, seus prazos”, afirmou o petista.

Reações

O relatório final da investigação da Polícia Civil de São Paulo foi repudiado pelos senadores que compõem a Frente Parlamentar do Observatório da Pandemia – grupo criado para monitorar os desdobramentos da CPI da Covid no Senado. Os parlamentares disseram que a análise foi “superficial”.

“Não nos parece, infelizmente, que a Polícia Civil do Estado de São Paulo, instituição com histórico técnico, tenha levado em consideração o relatório da CPI no Senado e tampouco o relatório da CPI da Prevent Senior, da Câmara Municipal de São Paulo, que teve seus trabalhos encerrados ainda no presente mês”, diz um trecho da carta enviada pelos parlamentares a Sarrubbo. Eles pedem “atenção máxima” ao caso.

A cúpula da CPI da Covid chegou a visitar o Ministério Público de São Paulo em novembro do ano passado para compartilhar pessoalmente o material colhido com a força-tarefa.

O jornal O Estado de S. Paulo apurou que senadores avaliam uma nova visita ao MP na próxima semana.

A Polícia Civil também pegou de surpresa a Associação Vida e Justiça, que reúne vítimas da covid-19 e seus familiares. A entidade apoia segurados que acusam a Prevent Senior de irregularidades.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o coordenador executivo do grupo, Renato Simões, ex-deputado estadual paulista, disse que articula movimentações para evitar que as denúncias sejam engavetadas.

“Nosso objetivo é que o Ministério Público não aceite os encaminhamentos da DHPP. É importante o Ministério Público não ter pressa”, defendeu ele. “O que a delegada fez foi uma leitura rasa de cinco casos.”

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN