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Imagem referente a Após postagem, herdeiro de shopping de Curitiba é condenado a indenizar funcionário de loja

Após postagem, herdeiro de shopping de Curitiba é condenado a indenizar funcionário de loja

Juiz destacou que mesmo sabendo que estava errado, jovem tentou usar o "você sabe com quem está falando...

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Por Mariana Lioto

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Uma publicação no Facebook feita após um atendimento em uma loja no Shopping Muller, em Curitiba, gerou uma condenação na 12ª Vara Cível. O neto dos donos do shopping foi condenado a indenizar em R$ 15 mil o funcionário da loja da Tim após ofendê-lo na rede social. A sentença foi dada ontem após cinco anos de trâmite.

Consta no processo que Ilan Kriger, procurou a loja alegando problema no sinal do telefone e buscando a troca do chip do seu Iphone. O chip, no entanto estava no nome da mãe dele e por ela não estar presente foi informado que a troca não era possível.

O funcionário da loja foi insultado na presença de clientes e Ilan tirou uma foto do autor que foi editada e publicada no Facebook com chifres (como se fosse um demônio) e a identificação

Consta no processo que a postagem foi compartilhada por mais de R$ 2 mil usuários, gerando sofrimento e um quadro de depressão para o alvo. Meses depois o funcionário da loja perdeu o emprego.

Na ação o réu disse que a troca do chip era de extrema urgência e que seu desabafo foi direcionado à operadora.

O juiz Marcelo Ferreira destacou na decisão que a troca do chip foi negada pelo funcionário da loja porque o contrato estava em nome de Simone Soifer, mãe de Ilan e que ao receber a negativa ele foi buscar entre os funcionários da administração do shopping alguém que pudesse atestar que a conta lhe pertencia.

“É o propagado vício nacional do ‘você sabe com quem está falando?'”, destacou o magistrado. “O cliente estava errado e sabia disso. Acreditou que a invocação do nome da sua genitora removeria os obstáculos da legalidade”.

O juiz destacou que a foto feita nitidamente não foi autorizada pela postura defensiva do funcionário fotografado, que coloca a mão na direção da lente. A imagem foi compartilhada e gerou um estigma ao autor. O juiz entende que o jovem ao publicar a mensagem usou a liberdade de expressão, mas a liberdade vem com o preço e o dano moral é a consequência do ato praticado.

O valor do dano moral foi fixado em R$ 15 mil. Cabe recurso da decisão.

A CGN tentou falar com Ilan Kriger, mas não conseguiu contato. Sendo assim, o portal CGN deixa o espaço disponível caso ele queira se manifestar sobre o caso.

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