
Produtividade em descarga de fertilizantes aumenta 30% nos portos do Paraná
Com a alta, registrada desde o segundo semestre de 2021, a administração portuária atualizou as regras operacionais e aumentou em quase 30% os níveis de produtividade......
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Por CGN

A descarga de fertilizantes pelos portos de Paranaguá e Antonina segue aquecida devido à demanda crescente e mercado positivo para comercialização. Na mesma proporção em que aumenta a quantidade de navios e o volume descarregado, aumenta, também, a produtividade dos terminais portuários para atender os importadores.
Com a alta, registrada desde o segundo semestre de 2021, a administração portuária atualizou as regras operacionais e aumentou em quase 30% os níveis de produtividade para cada operação de descarga dos granéis de importação.
O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, explica que Paranaguá tem uma das melhores pranchas médias (ou produtividade média) operacionais para o desembarque dos produtos entre os portos brasileiros. “Para garantir maior eficiência no segmento de fertilizantes, a prancha média, varia de 6 mil a 9 mil toneladas por dia, por berço ou navio”, afirma Garcia.
A média de descarga tem sido de cerca de 40 mil toneladas, ou seja, quase dois navios por dia – considerando o volume mês a mês, de outubro de 2021 até março deste ano.
Neste ano, de janeiro a março, 3,06 milhões de toneladas de fertilizantes foram desembarcadas nos portos do Paraná – 26% a mais que as 2.436.122 toneladas registradas no mesmo período em 2021. Os portos paranaenses são as principais entradas dos fertilizantes no país. Conforme o Ministério da Economia (ComexStat), com base nos dados do 1º trimestre do ano, cerca de 31,5% dos produtos importados pelo Brasil chegam por Paranaguá e Antonina.
BALANÇAS – Além da mudança nas regras, o porto investiu em balanças, o que agilizou o atendimento dos caminhões à demanda da descarga no cais. “Subimos de 800 mil toneladas/mês para mais de um milhão de toneladas”, afirma o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior.
Segundo ele, manter a fluidez e a agilidade na descarga dos navios que trazem os granéis de importação é um complexo que não depende apenas da produtividade do costado.
“Depende do destino do produto – para qual armazém vai, das condições do armazém, os horários, as condições de retirada da mercadoria, carregando para o Interior, além de outros fatores, como a chuva também”, comenta Teixeira. Só no mês de março, segundo ele, foram quase 12 dias de chuva.
MERCADO – O gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas do Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes, explica que o fertilizante que chegou neste ano – janeiro, fevereiro, março e abril – já estava comprado desde o ano passado, entre setembro e outubro.
De acordo com ele, os países importadores de fertilizantes – não apenas o Brasil – acabaram antecipando a compra dos produtos, diante de uma certa falta de matéria prima para a fabricação e da crise energética no mundo.
COMERCIALIZAÇÃO – Além de entrada, Paranaguá acaba sendo, também, centro de comercialização do produto. E nessas negociações, segundo Gomes, as empresas têm as próprias políticas, capacidade e estratégias.
Nesta quarta-feira (20), 18 navios aguardam para descarregar 585 mil toneladas de fertilizantes somente no Porto de Paranaguá. Desses, 13 estão com todas as exigências operacionais e de documentação prontas, e um deles deve atracar ainda nesta quarta-feira.
Apenas nos berços do cais do Porto de Paranaguá, são descarregados quatro navios simultaneamente – somando quase 114 mil toneladas de fertilizantes.
CAPACIDADE – Paranaguá tem uma capacidade estática para mais de três milhões de toneladas de fertilizantes. Somando o espaço em novos galpões lonados, chega a quase 3,5 milhões de toneladas. Apesar de grande, essa capacidade acaba ficando limitada, principalmente quando há demora na expedição do produto para o destino final, no Interior do país.
No cais público do Porto de Paranaguá são três berços preferenciais para os navios carregados de fertilizante, mas os navios com a carga ainda podem atracar e descarregar por qualquer outro berço do cais público que não esteja ocupado.
O Porto de Paranaguá conta ainda, com um píer privado (da Fospar), com dois berços exclusivos e interligados por esteiras. E, em Antonina, são dois berços que podem operar o produto.
VOLUMES MENSAIS – Na movimentação mensal, as altas observadas nos últimos três meses foram de 18% em janeiro (884.268 toneladas); 43% em fevereiro (1.318.708 toneladas); e 20% em março (867.930 toneladas). No ano passado, nos mesmos meses, os volumes descarregados foram, respectivamente 749.965 toneladas (janeiro); 919.997 (fevereiro); e 721.232 toneladas (março).
Fonte: AEN
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