
“Pessoas com HIV se sentiram desrespeitadas: o preconceito a gente acaba com a informação correta”
Após a situação amplamente divulgada sobre um homem nu passeando pela cidade no domingo de Páscoa, a Polícia Militar concedeu entrevista repassando mais detalhes de como...
Publicado em
Por Deyvid Alan

A CGN conversou, na manhã desta quarta-feira (20), com a Coordenadora do Centro Especializado de Doenças Infecto-Parasitárias (Cedip), a enfermeira Josana Dranka Horvath, sobre a necessidade de desmistificar e orientar a população quanto ao vírus do HIV.
Após a situação amplamente divulgada sobre um homem nu passeando pela cidade no domingo de Páscoa, a Polícia Militar concedeu entrevista repassando mais detalhes de como ocorreu o fato.
Segundo informado pela PM, o homem que foi filmado nu, seria usuário de cocaína e já teve outros surtos psicóticos que necessitaram de intervenção. O que chamou a atenção, foi a divulgação de que o homem é portador do vírus HIV.
Em entrevista, o Capitão da PM, Diego Astori, contou que cinco policiais foram agredidos pelo homem em surto e que ficaram apreensivos pelo fato de terem tido contato com o sangue do rapaz, já que segundo ele, é soropositivo.
Os cinco militares estão realizando tratamento com medicação para a prevenção do HIV, chamada de Profilaxia pós exposição, que serve para pessoas que tiveram exposição risco ao HIV por meio de contato com sangue ou relação sexual.
Josana destacou que muitos pontos precisam ser esclarecidos, já que todas as pessoas estão suscetíveis à exposição ao HIV. No caso dos policiais, por exemplo, as medidas de profilaxia são importantes, como para todos os outros profissionais que possam ter tido algum tipo de exposição. Ela ressaltou que a partir do uso correto da medicação, o paciente se torna indetectável, não sendo possível a transmissão do vírus.
A coordenadora do Centro evidenciou o fato de que a exposição ao sangue, independente da situação, é algo que precisa ser investigado e a profilaxia serve para isso, justamente para que se evite a infecção.
A profissional que está à frente do Cedip há 20 anos, relatou que recebeu diversas ligações de pessoas com HIV que se sentiram bastante desrespeitadas com algumas informações inadequadas e que fogem da realidade atual.
“A partir do momento que está tratando, você pode fazer o que qualquer outra pessoa faz, mas por causa do medo do preconceito, quem tem HIV acaba se escondendo. A luta é diária contra o preconceito e a gente acaba com isso passando a informação correta. Qualquer pessoa que tenha tido uma relação desprotegida, pode ser portadora do HIV e não saber”, completou.
Tenha acesso a mais informações sobre o que é o vírus, como lidar com a descoberta, como realizar o tratamento e como desmistificar o estereótipo em torno da pessoa portadora. Pela página do facebook do Cedip, diversas informações são disponibilizadas à comunidade.
Se tiver dúvidas, entre em contato pelo telefone (45) 3392-6420 / 99147-6583 ou faça uma visita aos profissionais que estão prontos para orientá-lo, na Rua Cuiabá, 2340, Ciro Nardi.
Clique aqui e veja o material informativo preparado pelos profissionais do Cedip.

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação
Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.
Participe do nosso grupo no Whatsapp
ou