AMP

Polícia Civil cumpre prisões de suspeitos de morte de criança em Timbó

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Timbó, cumpriu na sexta-feira (15) à noite mandados de prisão temporária contra a genitora......

Publicado em

Por Polícia Civil SC

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia da Comarca de Timbó, cumpriu na sexta-feira (15) à noite mandados de prisão temporária contra a genitora e o padrasto de uma menina de 11 anos, morta no dia 14 de abril de 2022, em Timbó.

No dia 14 de abril de 2022, por volta de 00h30min, o Corpo de Bombeiros Militar realizou o atendimento da vítima que já se encontrava sem sinais vitais. Após o encaminhamento ao Hospital, a médica de plantão verificou que a criança apresentava diversas lesões aparentes pelo corpo, bem como um sangramento em sua roupa íntima. Diante da situação suspeita, os profissionais do Hospital acionaram a Polícia Militar, que encaminhou os responsáveis legais da vítima à Delegacia de Polícia de Indaial.

Em um primeiro momento, ambos afirmaram que a criança teria caído de uma escada, após tratar seu gato. Contaram que a criança ficou consciente, jantou, tomou banho e foi dormir. À meia noite, a vítima teria passado mal, quando então foi acionado o Corpo de Bombeiros Militar.

O caso então saiu do plantão policial e aportou na Delegacia de Polícia de Timbó. O Delegado de Polícia, em primeiro lugar, procurou acompanhar pessoalmente o exame necroscópico da vítima. O médico legista evidenciou que a vítima tinha diversas lesões e contusões internas e externas. Além disso, em contato com o perito que realizou o exame no local dos fatos, foi constatado que havia marcas de sangue nas proximidades do quarto da criança, no sofá, em uma toalha, fronha e calça masculina.

Considerando as informações do médico legista, da médica do Hospital, bem como do perito criminal, a versão apresentada pelos responsáveis legais entrou em contradição com as lesões apresentadas pela vítima, ou seja, a criança estaria lesionada demais para quem apenas caiu de uma escada.

Padrasto e mãe foram intimados a depor novamente. Ambos foram esclarecidos das contradições entre a versão apresentada e as provas reunidas. O padrasto ficou em silêncio. A genitora, por sua vez, ouvida pela psicóloga policial, coordenada pelo delegado de polícia, confessou ter matado sua própria filha com socos e chutes. Alegou que o motivo seria que a menina tinha um relacionamento afetivo, em que ela teria se tornado sexualmente ativa, o que a mãe não aceitou e por isso agrediu a menina como forma de represália.

A Polícia Civil representou pelas prisões temporárias de ambos, que contou com rápida análise e concordância do Ministério Público e do Poder Judiciário. A prisão temporária tem prazo de 30 dias. Nesse prazo, a investigação prossegue em torno da suspeita da participação do padrasto na morte da criança, bem como para evidenciar se houve ou não a prática de crime contra a dignidade sexual.

Fonte: PCSC

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

Sair da versão mobile
agora
Plantão CGN
X