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Imagem referente a Estado e produtores discutem alternativas para agregar valor ao mate e ao pinhão
Erva mate, São Mateus do Sul -Foto: Denis Ferreia Netto

Estado e produtores discutem alternativas para agregar valor ao mate e ao pinhão

“Este é um programa que busca valorizar os produtos locais, resgatando a história da comunidade e da produção, envolvendo também o fomento ao turismo e, especialmente,......

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Por CGN

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Erva mate, São Mateus do Sul -Foto: Denis Ferreia Netto

Lideranças locais e produtores de mate e pinhão de São Mateus do Sul e outros 12 municípios da região Centro-Sul do Paraná participaram de um encontro com representantes do programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS). Elaborado pela Invest Paraná, vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, e executado em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), com diversas secretarias estaduais e instituições, o programa VRS busca direcionar produtos paranaenses sustentáveis e com valor agregado aos mercados nacional e internacional, O encontro aconteceu nesta terça-feira (12). 

“Este é um programa que busca valorizar os produtos locais, resgatando a história da comunidade e da produção, envolvendo também o fomento ao turismo e, especialmente, agregar valor dentro da cadeia de produção”, explica o diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco. O programa VRS foi lançado como alternativa para a retomada econômica pós-pandemia da Covid-19.

Inspirado em experiências já implantadas na Alemanha e no Japão, o programa incentiva as cadeias de valor e busca abrir mercados a produtos típicos paranaenses, produzidos de forma sustentável e de maneira tradicional, especialmente no ramo da alimentação.  De acordo com o gerente de Desenvolvimento Econômico da Invest Paraná, Bruno Banzato, o programa é desenvolvido em várias etapas, sendo uma delas a conversa com as lideranças e produtores locais. “Trata-se da fase de diagnóstico. Após essa etapa, será elaborado o plano de ação”, disse.

Ele explicou que a primeira etapa do trabalho gera apontamentos por parte dos produtores, que são levados em consideração para o objetivo final, que é aumentar a qualidade e o valor desses produtos. “O foco é agregar mais renda aos produtores, que estão na ponta da cadeia de comercialização”, completou Banzato. O VRS também é desenvolvido no Litoral do Estado, com os produtos derivados da Mata Atlântica, e em Campo Mourão (Centro-Oeste), com foco na tecnologia para a produção de eletromédicos e produtos hospitalares. O programa trabalha, conjuntamente, a valorização de produtos e a promoção do turismo regional.

Em outra fase, está prevista a promoção desses produtos em estações de estrada (Michi no Eki). Os locais devem ser instalados à beira da estrada, para recepção de viajantes e turistas e promoção dos produtos e do turismo local. O projeto foi inspirado em estruturas já existentes no Japão, na província de Hyogo.

POTENCIAL – Na região Centro-Sul, o potencial identificado foi com o pinhão e o mate, ambos com produção caracterizada pelo manejo sustentável. A valorização do mate já foi debatida em dezembro do ano passado, durante o 10º Fórum Institucional da Cadeia Produtiva da Erva-Mate, no campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) em Irati. A promoção dos produtos na região Centro-Sul conta com a parceria do IDR-Paraná.

O presidente da Associação dos Amigos da Erva Mate de São Mateus (IG-Mathe), Fernando Vaccari Toppel, explica que a região tem um diferencial por produzir o mate em consonância com a vegetação nativa, como araucárias e imbuia. “As características da região, como condições climáticas, precipitações, solo, e as condições em que a planta está inserida trazem um produto de diferente qualidade”, destacou.

O Centro-Sul do Paraná já vende para outras regiões do país para fazer o blend, produto usado para suavizar o sabor dos produtos derivados do mate. “Temos a única indicação geográfica para erva-mate do país, pelo Instituto Nacional de propriedade Industrial (INPI). Para isso, foi preciso elaborar um dossiê de mais de mil páginas para comprovar essa notoriedade. E isso, por si só, não quer dizer que temos apenas um produto único, mas que é diferenciado”, completou Toppel.

PRODUÇÃO – Segundo a prefeita de São Mateus do Sul, Fernanda Sardanha, em 2020 o IBGE divulgou uma estimativa de produção de 90 mil toneladas no município. Em 2021, a estimativa é de 100 mil toneladas. “A região representa quase 20% da produção nacional. Em São Mateus do Sul chamamos de ouro verde, com festas típicas e onde tudo é trabalhado de forma organizada, buscando esse protagonismo”.

A cidade possui em torno de 10 empresas que atuam na comercialização do mate, com exportação, e várias já caminhando para isso. “O programa VRS é importante para valorizar desde o manejo até o fortalecimento da agricultura familiar como alternativa de renda. Hoje temos mais de 5 mil pequenos agricultores familiar, sendo a maioria produtora de mate”, disse a prefeita.

PINHÃO – O Paraná tem como símbolo o Pinheiro (Araucária angustifólia). O pinhão, fruto da árvore nativa, possui grande valor de mercado. Segundo dados da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o Centro-Sul do Paraná é a principal região onde estão localizadas as araucárias. O Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura de Guarapuava, composto por dez municípios, concentra aproximadamente 37% da produção estadual de pinhão.

Fonte: AEN

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