CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Taxas fecham em alta após Copom sinalizar fim do ciclo de cortes da Selic

O volume de contratos negociados em função do Copom foi muito acima da média padrão. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2020, por...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

O ajuste ao comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) continuou pautando a curva de juros nos trechos curto e intermediário no período da tarde, sustentando as taxas em alta, com ajuda ainda da piora do câmbio na etapa vespertina. Como os diretores sinalizam claramente para o fim do atual ciclo de baixa da Selic, a curva “limpou” as apostas até ontem de que o texto pudesse sinalizar para mais um corte da Selic em março, que eram minoritárias, e já passa precificar 100% de chance de Selic estável na próxima reunião. Por isso, as taxas de curto prazo fecharam com viés de alta, enquanto nos vértices intermediários o avanço foi firme, com o mercado ampliando as fichas na possibilidade de um aperto monetário, principalmente a partir de 2021.

O volume de contratos negociados em função do Copom foi muito acima da média padrão. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para abril de 2020, por exemplo, movimentando mais de 1 milhão. Este vencimento capta as apostas para o Copom de fevereiro e o de março e fechou com taxa de 4,156% (regular) e 4,155% (estendida), praticamente estável ante o ajuste anterior (4,164%), considerando ainda que a curva ontem tinha apostas residuais de que a Selic seria mantida nos 4,50%. O DI para janeiro de 2021 fechou a 4,33% e 4,34% (regular e estendida), de 4,29% ontem no ajuste, e a do DI para janeiro de 2023 subiu de 5,421% para 5,54% (regular) e 5,56% (estendida).

Nos longos, o comunicado do Copom deveria manter as taxas mais de lado, mas de todo modo subiram por causa do câmbio. O DI para janeiro de 2025 terminou com taxa de 6,14% (regular) e 6,17% (estendida), de 6,051%, e a do DI para janeiro de 2027 avançou de 6,391% para 6,47% (regular) e 6,49% (estendida).

Para Luis Felipe Laudisio, operador da Renascença, o ajuste mais significativo ao Copom se deu no vértice janeiro de 2022, que girou mais de 700 mil contratos, ante a média diária de 275 mil no último mês. Este DI fechou com taxa de 5,02% (regular e estendida), ante 4,891% ontem.

Segundo Flávio Serrano, economista-chefe do Haitong Banco de Investimentos, além da curva agora precificar 100% de chance de Selic estável em março (ontem era cerca de 70%), já há prêmio de risco para aperto da Selic a partir de junho, com 10% de chance de aumento de 0,25 ponto porcentual. Para o fim do ano, a curva aponta Selic entre 4,75% e 5%.

No comunicado, o Copom afirma que “entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”. “Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, diz o texto.

À tarde, o clima nos mercados locais ficou mais tenso, com o dólar acelerando a alta até bater nova máxima nominal histórica de fechamento, a R$ 4,2852, o que também pesou na curva, segundo Laudisio.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN