UE propõe proibir carvão russo e novas sanções por guerra na Ucrânia

“Todos nós vimos as fotos horríveis de Bucha e de outras áreas que as tropas russas deixaram recentemente. Essas atrocidades não podem e não ficarão sem...

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Por Agência Estado

A Comissão Europeia propôs nesta terça, 5, novas sanções à Rússia, incluindo a proibição da importação de carvão e da entrada de navios russos em portos da União Europeia. As medidas devem ser aprovadas por todos os 27 membros do bloco. O gás e o petróleo, vitais para muitos países europeus, não serão incluídos no novo pacote.

“Todos nós vimos as fotos horríveis de Bucha e de outras áreas que as tropas russas deixaram recentemente. Essas atrocidades não podem e não ficarão sem resposta”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. “Os quatro pacotes de sanções atingiram duramente e limitaram as opções políticas e econômicas do Kremlin. Em razão dos eventos, precisamos aumentar ainda mais nossa pressão.”

Impacto

O carvão é extraído principalmente por empresas privadas na Rússia, não por estatais. Por isso, é visto como uma medida menos eficaz. A UE importa por ano cerca de US$ 4,3 bilhões em carvão russo, ainda muito pouco comparado ao fluxo de gás e petróleo, que rende ao país US$ 700 milhões por dia – dos quais US$ 400 milhões apenas pagos pela Europa. As receitas com impostos e tarifas de exportação ligadas ao petróleo e ao gás representaram 45% do orçamento da Rússia.

Além do banimento do carvão e dos navios russos em portos europeus, o novo pacote de sanções inclui também a proibição total de transações de quatro grandes bancos russos, entre eles o segundo maior do país, o VTB. Segundo Von der Leyen, caminhoneiros da Rússia também seriam proibidos de transportar mercadorias para a UE. As restrições incluem ainda a suspensão da venda para a Rússia de computadores quânticos, semicondutores, máquinas e equipamentos de transporte. O pacote será debatido hoje por representantes do bloco em uma reunião na qual alguns ajustes podem ser introduzidos.

A União Europeia está discutindo a sanção das filhas do presidente russo, Vladimir Putin, segundo pessoas a par do assunto, enquanto o bloco tenta responder ao assassinato de civis ucranianos com a retirada de soldados russos.

A lista proposta, que ainda precisa ser aprovada pelos governos europeus e pode mudar antes que isso aconteça, também inclui dezenas de outros indivíduos, incluindo figuras políticas, magnatas e seus familiares e vários propagandistas.

Filhas de Putin

De acordo com a Bloomberg e com o Wall Street Journal, a UE também discute incluir na lista de sanções Katerina Tikhonova e Maria Vorontsova, as duas filhas mais velhas do presidente russo, Vladimir Putin, com sua primeira mulher, Liudmila Shkrebneva.

A vida das duas é cercada de mistério. Vorontsova seria dona da Nomeko, empresa envolvida na construção de um centro de oncologia em São Petersburgo, e Tikhonova estaria à frente de um instituto de inteligência artificial na Universidade de Moscou. A UE também analisa incluir na lista outros políticos e oligarcas russos. (COM AGÊNCIAS INTERNCIONAIS).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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