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Ibovespa acompanha exterior e cai 1,97%, a 118,8 mil pontos

Ao final, a referência da B3 indicava perda de 1,97%, aos 118.885,15 pontos, entre mínima de 118.793,87 (-2,05%) e máxima de 121.628,22 pontos, saindo de abertura...

Publicado em

Por Agência Estado

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A combinação entre novas sanções a caminho para a Rússia – após sinais que emergiram no fim de semana sobre crimes de guerra nos arredores de Kiev, em meio à retirada de tropas russas da região – e comentários “hawkish” de autoridades do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na véspera da ata do comitê de política monetária dos Estados Unidos, azedou o humor dos investidores globais nesta terça-feira, carregando o Ibovespa para baixo dos 120 mil pontos, linha que havia sido reconquistada no fechamento do dia 29 pela primeira vez desde agosto, e mesmo dos 119 mil pontos.

Ao final, a referência da B3 indicava perda de 1,97%, aos 118.885,15 pontos, entre mínima de 118.793,87 (-2,05%) e máxima de 121.628,22 pontos, saindo de abertura aos 121.279,33 pontos – uma variação de 2.394 pontos do início ao encerramento da sessão. Moderado, embora superior ao de segunda-feira, o giro foi a R$ 28,4 bilhões. Na semana, o Ibovespa cede 2,21% e, no mês, 0,93%. No ano, o ganho está em 13,42%.

A sessão foi amplamente negativa para as ações de grandes bancos, com perdas até 2,79% (Bradesco PN). A tarde também foi de correção para Vale ON (-2,89%), que ainda acumula ganho de 26,7% no ano, bem acima do Ibovespa (+13,42% em 2022). Entre as maiores perdas do dia, destaque para Banco Inter (-8,89%), Qualicorp (-7,34%) e Locaweb (-6,73%). Na ponta positiva, Multiplan (+2,10%), 3R Petroleum (+1,45%) e CVC (+1,35%).

“Houve um forte avanço (no ano) especialmente nas ‘big caps’ e agora ocorre uma correção natural, em cima do dia, com preocupação sobre inflação e juros nos Estados Unidos, na véspera da ata do Fed. Mais difícil do que o ajuste de hoje é entender o próprio avanço do Ibovespa ao patamar em que se encontra, com tantos fatores de risco em torno. E, mais do que a duração da guerra, o maior fator de risco e incerteza é: até onde irão os juros nos Estados Unidos”, diz Rodrigo Knudsen, gestor da Vítreo.

“O mês de março nos mostrou uma enorme inconsistência no mercado: a diferença entre as taxas de inflação e juros, principalmente nos mercados desenvolvidos. A inflação acumulada em 12 meses é de 9,8% na Espanha, 7,9% nos Estados Unidos e 7,3% na Alemanha, ao mesmo tempo em que as taxas de juros nominais nesses países continuam deprimidas como no caso dos Estados Unidos (1,68% para títulos de 1 ano) ou mesmo negativas como no caso de muitos países europeus”, observa em relatório mensal a Âmago Capital.

Para a casa, “a tendência inflacionária no setor de commodities deverá continuar e o alívio pós-guerra – quando ocorrer – será temporário”. “Ao mesmo tempo, estamos mais cautelosos com empresas com expectativas de crescimento elevado em um cenário desafiador para PIB, inflação e juros em todo o mundo”, acrescenta a Âmago.

Nesta terça-feira, boa parte da cautela do mercado derivou de comentários de Lael Brainard, integrante do board do Federal Reserve, no sentido de que a instituição, para se contrapor às pressões inflacionárias, venha a ter de acelerar o ritmo de redução dos ativos no balanço. Por sua vez, Esther George, do Fed de Kansas City, defendeu aumento de 0,50 ponto porcentual para a taxa de juros americana, em aceleração ante o ritmo de 0,25 ponto deflagrado na última reunião, em março.

“Hoje, os dados de atividade (PMI) dos Estados Unidos mostraram forte leitura, um fator a mais na expectativa para a ata de amanhã. Na Europa, as leituras sobre a atividade também têm mostrado recuperação, mas isso pode ser afetado, assim como a recente moderação nas commodities, por nova rodada de sanções à Rússia. Além disso, temos aqui esta incerteza sobre quem assumirá o comando da Petrobras”, aponta Dennis Esteves, especialista em renda variável da Blue3.

Petrobras fechou com sinal negativo (ON -0,11%; PN -0,95%, na mínima da sessão no encerramento). O dia também foi de contenção para os preços da commodity, com o barril do WTI na casa de US$ 100 e o do Brent, de US$ 105, no final da tarde.

“O Ibovespa seguiu a aversão a risco do exterior, principalmente nos Estados Unidos, com as novas sanções contra a Rússia e a expectativa de aperto da política monetária americana para conter a inflação, o que se refletiu aqui em Bolsa pra baixo e dólar pra cima”, diz Flávio de Oliveira, head de renda variável da Zahl Investimentos.

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