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Índice de preços da Ceagesp sobe 4,89% em março

A explicação, segundo apuração feita pela Ceagesp junto a agentes do mercado, é que os preços elevados nos meses de janeiro e fevereiro levaram a uma...

Publicado em

Por Agência Estado

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O índice de preços da Ceagesp encerrou o mês de março com alta de 4,89%. “O destaque para o período ficou com o setor de Verduras, que segurou o índice Ceagesp em patamares mais baixos. Este setor apresentou queda de -11,63% em relação ao mês anterior (fevereiro). Para este setor, dos 38 itens que compõem a cesta, 66% apresentaram variação porcentual negativa de preço (recuo)”, disse a empresa em nota.

A explicação, segundo apuração feita pela Ceagesp junto a agentes do mercado, é que os preços elevados nos meses de janeiro e fevereiro levaram a uma retração da demanda. “Como consequência disso, os valores de comercialização da maioria dos produtos do setor tiveram um arrefecimento de preço.”

As principais reduções ocorreram nos preços do coentro (-55,85%), do rabanete (-46,50%), da alface americana (-30,06%), da rúcula hidropônica (-29,02%) e da escarola (-26,74%). As principais altas ocorreram com o salsão branco/verde (22,21%), a beterraba com folha (15,75%), o alho-poró (15,44%), o brócolis ninja (13,29%) e o repolho liso (13,15%).

O setor de Frutas apresentou alta de 6,14%, puxada por melão amarelo (45,04%), do maracujá azedo (43,10%), do mamão Formosa (39,92%), da uva niágara (23,66%) e da manga Palmer (8,10%). As principais reduções ocorreram nos preços do kiwi estrangeiro a granel (-34,34%), na pera estrangeira dAnjou (-23,63%), no limão taiti (-20,68%), no abacate geada (-15,73%) e na goiaba branca (-12,94%). A avaliação da Ceagesp é de que sobre o setor continuam os efeitos do clima adverso no primeiro trimestre, bem como o aumento nos custos de produção;

O setor de legumes registrou aumento de 9,43%. As principais altas ocorreram com o tomate cereja (62,90%), o pimentão amarelo (61,07%), o tomate italiano (50,75%), o pimentão vermelho (44,77%), a abóbora moranga (23,06%) e a cenoura (21,05%). As principais reduções ocorreram nos preços do chuchu (-36,73%), da batata-doce rosada (-18,42%), da abobrinha italiana (-17,03%), da berinjela (-16,04%) e da abobrinha brasileira (-15,05%). O clima também influenciou o desempenho do setor.

O setor de Diversos registrou alta de 3,13%, puxada por ovos brancos (11,69%), ovos vermelhos (10,15%), alho (6,92%), alho estrangeiro argentino (4,56%) e a batata asterix (2,65%). As principais reduções ocorreram nos preços da batata lavada (-12,64%), do amendoim com casca (-1,15%) e do milho de pipoca estrangeiro (-0,04%).

Já o setor de pescados apresentou uma variação positiva de preços de 5,61%. As principais altas ocorreram nos preços da pescada (27,41%), da pescada-goete (25,00%), da sardinha fresca (23,01%), do cascote (16,83%) e do salmão (16,02%). As principais reduções ocorreram nos preços da lula congelada (-9,91%), da betarra (-7,69%), do namorado (-7,27%), do curimbatá (-6,03%) e da abrotéa (-5,77%).

Conforme o Cepea, o setor de Frutas tende a continuar sendo pressionado pelos custos de produção (preço dos fertilizantes e defensivos agrícolas, assim como o valor do frete), porém com uma maior estabilidade na quantidade ofertada e nos preços dos produtos. Para o setor de Verduras há o receio na diminuição da quantidade ofertada de alguns itens da cesta de produtos, fazendo com que haja elevação dos preços, disse a Ceagesp.

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