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Imagem referente a Museu Alfredo Andersen recebe exposição que atualiza o valor do mate na cultura paranaense
Andersen recebe cyber ilex, exposição que atualiza o valor do mate na cultura paranaense -Foto: Kraw Penas/SECC

Museu Alfredo Andersen recebe exposição que atualiza o valor do mate na cultura paranaense

A escultura cibernética batiza a exposição, que será lançada nesta quinta-feira (31) e abre conversa sobre o passado das terras paranaenses em vivências com a erva-mate.......

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Por CGN

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Imagem referente a Museu Alfredo Andersen recebe exposição que atualiza o valor do mate na cultura paranaense
Andersen recebe cyber ilex, exposição que atualiza o valor do mate na cultura paranaense -Foto: Kraw Penas/SECC

Como parte das comemorações do bicentenário da independência do Brasil, em setembro próximo, o Museu Casa Alfredo Andersen recebe a escultura cibernética cyber ilex, em diálogo com reproduções autorizadas de obras de Alfredo Andersen. Ilex paraguariensis é o nome científico do mate, planta catalogada por Saint Hilaire em 1820, e que agora se apresenta inteiramente esculpida em impressora 3D. Daí o nome cyber ilex. A obra é assinada pelo artista curitibano Jack Holmer e tem uma produção conjunta de Franco Palioff, argentino que trabalha com artes digitais.

A escultura cibernética batiza a exposição, que será lançada nesta quinta-feira (31) e abre conversa sobre o passado das terras paranaenses em vivências com a erva-mate. A intenção é conectar com o momento presente e mirar no futuro. A exposição é montada pelo coletivo Matte Cultural.

“A exposição ressalta a importância da erva-mate no Paraná, promovendo um encontro das obras de Alfredo Andersen, abordando a temática, e o artista contemporâneo Jack Holmer com sua instalação utilizando inteligência artificial”, diz Luiz Gustavo Vidal, diretor do Museu Casa Alfredo Andersen. “A cyber ilex simboliza o potencial tecnológico aliado à natureza, dialogando com as pessoas em tempo real para despertar a riqueza que se renova em solo paranaense”.

Além da escultura interativa e de reproduções de pinturas de Alfredo Andersen, a exposição ainda conta com fotos de Christian Schönhofen e uma animação 3D criada pelo próprio Holmer.

CYBER ILEX – Uma série de componentes eletrônicos faz parte de um gabinete que foi desenhado para que a árvore robô dialogue com o visitante. Ela pode ser acessada por meio de um aparelho celular que ativa um QR Code para o usuário percorrer em um ambiente virtual gerado pela escultura, contendo fotos espontâneas dos visitantes e outras informações sobre o projeto.

A câmera instalada captura imagens de quem se aproxima e ainda faz leitura facial que identifica o estado de humor das pessoas. A planta interage com o público e responde aos estímulos com um piscar de luzes, alternados por movimentos suaves dos galhos e folhas.

A obra de arte ainda conta com sensores para captura de sons emitidos por folhas naturais de erva-mate e que compõem a cena de forma interligada.

ALFREDO ANDERSEN – A residência na casa de Alfredo Andersen, pai da pintura paranaense, pedia que suas obras fossem colocadas em diálogo com a instalação da cyber ilex. Ele, afinal, foi contemporâneo do período glorioso do mate paranaense e tem importantes obras envolvendo a ilex. Para acompanhar a cyber ilex, a curadora Angela Zampier expôs reproduções autorizadas de telas pintadas por Andersen. Todo o conjunto circulará por outros espaços expositivos em cidades no Interior do Paraná.

FOTOS – O fotógrafo Christian Schönhofen retratou o habitat original da ilex com imagens de ervais nativos e plantados. O objetivo era captar as fases da planta com suas sementes, flores e principalmente a colheita, transformando os produtores de mate em verdadeiros heróis.

As três cidades do projeto são apresentadas com fotos atuais e também com uma seleção de registros do patrimônio histórico em forma de slide show. Conteúdos estão digitalizados e são transmitidos por monitores (telas).

ANIMAÇÃO 3D – Uma animação desenvolvida pelo poeta tecnológico Jack Holmer faz referência ao estudo sobre as aves dispersoras das sementes de erva-mate elaborado pelo pesquisador Sérgio Dyminski.

MATTE CULTURAL – O projeto é independente e nasceu em forma de festival no ano de 2016, em pleno Largo da Ordem, local emblemático e inicial da capital paranaense. Diversas apresentações musicais em um final de semana de inverno que reuniu cerca de 5 mil pessoas no Memorial de Curitiba, apresentando exposição de obras dos principais museus e praça de alimentação com erva-mate, além do tradicional barbaquá com um bom mate raiz.

Coletivos de moda e cosméticos se misturavam com chá e drinks, trazendo uma proposta que naquela época não era compreendida, mas que certamente participou dessa propulsão que o mercado da erva-mate está conseguindo nos últimos anos. Em 2017 o Matte Cultural escreve proposta para uma exposição itinerante sobre erva-mate e agora está na reta final. Os resultados do projeto são muito positivos com a crescente valorização da planta e as novas perspectivas de mercado considerando inovação e políticas ambientais.

Para o encerramento haverá uma última exibição da cyber ilex em São Mateus do Sul, prevista para o meio do ano, com novas exposições e atrações.

Serviço

Data: quinta-feira, 31 de março

Horário: 14h30

Endereço: Museu Casa Alfredo Andersen – R. Mateus Leme, 336 – São Francisco, Curitiba – PR

Fonte: AEN

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