CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Tese de Promotora de Justiça catarinense é aprovada no XXIV Congresso Nacional do Ministério Público

Uma delegação do Ministério Público de Santa Catarina, conduzida pelo Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, está participando do evento, que conta com uma programação......

Publicado em

Por Ministério Público de Santa Catarina

Publicidade

O XXIV Congresso Nacional do Ministério Público se encerra nesta sexta-feira (25/3), em Fortaleza (CE). Com o tema “Os desafios do Ministério Público no cenário pós-pandemia”, o evento reuniu integrantes do Ministério Público brasileiro, juristas renomados e ministros.

Uma delegação do Ministério Público de Santa Catarina, conduzida pelo Procurador-Geral de Justiça, Fernando da Silva Comin, está participando do evento, que conta com uma programação de painéis e debates. 

Também foram apresentadas teses institucionais. A tese apresentada pela Promotora de Justiça catarinense Analú Librelato Longo foi aprovada por unanimidade e agora será publicada no livro de teses do congresso.

O teor da tese da Promotora de Justiça catarinense é o seguinte:  “Verificando-se a existência de IC cujo objeto de investigação seja idêntico ou possua conexão/continência com os pedidos de ACP preventa, nos termos do item III do Tema 1075, julgado pelo STF, recomendável seja declinada a atribuição, a fim de que o órgão de execução signatário da referida ACP promova a juntada aos autos ou gerencie de forma eficiente a transferência desses dados para autos da ação coletiva preventa.”

Clique aqui e conheça mais sobre a tese

O evento é realizado em conjunto pela Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp) e pela Associação Cearense do Ministério Público (ACMP).

Discursos

A  cerimônia de abertura do Congresso ocorreu na quarta-feira.  O procurador-geral de Justiça do Estado do Ceará, Manuel Pinheiro Freitas, foi o primeiro a fazer uso da palavra. “Nesses tempos estranhos, em que vemos crescer a negação do direto e da democracia, o MP tem grandes missões a cumprir. Para guardar as verdadeiras liberdades civis, temos que ser cada vez mais eficientes. Não podemos tolerar a ofensa, a discriminação, a opressão, a destruição e a morte. Temos, antes de tudo, defender, temos de ser fiéis à Constituição”, afirmou Manuel Pinheiro Freitas.

Após, a presidente do CNPG, Ivana Cei, se manifestou. Ela compartilhou um pensamento de Fernando Sabino: “Façamos da interrupção, o caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro”.

Em seguida, o presidente da CONAMP, Manoel Murrieta, discursou e saudou a presença de todos os participantes. Ele relembrou desafios da pandemia e o enfrentamento de um movimento reformista no perfil de atuação das instituições, especialmente do sistema de Justiça e do Ministério Público. “Verificamos uma série de iniciativas e investidas que buscam fragilizar o nosso modelo constitucional, principalmente na tentativa de atingir a independência funcional e a irredutibilidade de vencimentos”, disse.

Murrieta pontuou que desde 2020 a CONAMP e as afiliadas, em conjunto com entidades parceiras, estão trabalhando em um esforço acima do comum para resguardar os instrumentos de atuação do MP, bem como a capacidade dos membros para exercer livremente as funções constitucionais. “Não há dúvida que o Ministério Público brasileiro é integrado por mulheres e homens fortes que desejam atuar de forma eficiente para proporcionar melhorias na sociedade brasileira. Convoco a todos a exaltar nossa instituição, festejar nossa vocação e olhar com altivez para o futuro, pois estejam seguros que somos e seremos sempre defensores dos interesses da sociedade”, finalizou.

O presidente da ACMP também falou aos presentes. Herbet lembrou que o congresso retorna ao Ceará após 24 anos, quando ocorreu a 12ª edição do evento. Em nome do ex-presidente da ACMP, Edilson Santana, que promoveu o evento em 1998, Herbert homenageou os membros aposentados: “registro e destaco a luta de todos os bravos colegas aposentados que tornaram o MP uma instituição pujante, forte e respeitada perante a sociedade”. Na oportunidade, Edilson recebeu de Herbet uma placa em homenagem aos relevantes serviços prestados ao Ministério Público brasileiro.

“O Ministério Público hoje está em festa. O nosso encontro será essencial para o fortalecimento da instituição que tão bem representa a sociedade. E aqui estamos para fazer o que amamos: discutir sobre o aprimoramento do MP e da sociedade”, ressaltou. Ao fim, ele também homenageou Maurícia Furlani, coordenadora do evento; Mayara Menezes Muniz, 2ª vice-presidente da ACMP; e Ana Vládia Gadelha Mota, diretora da ACMP ” as três integraram a comissão organizadora. Luciano Nunes Maia Freire, representante do procurador-geral da República, também foi à tribuna. Ele ressaltou a felicidade de participar do congresso, “o primeiro grande evento jurídico pós pandemia”.

Luciano destacou a permanente preocupação do procurador-geral de Justiça com a efetividade do sistema de Justiça, um dos pilares fundamentais do Estado Democrático de Direito. Ele destacou a continuidade da Justiça apesar da pandemia, com aumento significativo da produtividade, indiciando a necessidade de identificar o que é preciso ser aperfeiçoado no sistema digital.

O presidente do STJ falou sobre a emoção de lembrar ¿na memória e no coração a marca indelével do período em que, no final da década de 1970, aos 22 anos, iniciei a minha atuação nas carreiras jurídicas, como promotor de justiça do meu Estado de Alagoas, onde também o meu pai e o meu irmão integraram essa nobre instituição”. O ministro Humberto Martins disse que “no tocante à pandemia e ao período pós-pandemia, devemos agir, principalmente, nos valendo de todas as experiências, acrescentando a elas o aprendizado e a atualização tecnológica adquiridos nesses últimos meses, de modo a renovarmos nosso compromisso com a Justiça, com o labor e com o cidadão”.

“Tenho fé nas pessoas e acredito nas instituições democráticas e no Sistema de Justiça, na certeza de que vivenciaremos dias melhores para o Brasil, o que, para se concretizar, não pode prescindir da participação do Ministério Público brasileiro, enquanto “instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado” e a quem o constituinte incumbiu a “defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis”. De mãos dadas: instituições democráticas, magistratura e cidadania!”, finalizou o presidente do STJ.

O governador do Ceará também fez uso da palavra. Camilo Santana deu boas vindas “à terra da luz, à terra da liberdade” e falou sobre a superação da maior crise sanitária dos últimos 100 anos da humanidade. “A pandemia deixou mais evidente as cicatrizes das desigualdades sociais do país. O Ministério Público é fundamental no processo de construir uma sociedade mais humana. Um MP forte significa uma sociedade democrática, significa a garantia dos direitos fundamentais da população”, declarou.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN