CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Juros tombam com fala da Campos Neto, queda do dólar e exterior

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular em 12,84%, de 12,982% no ajuste anterior, e a do...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Os juros futuros fecharam em queda firme, reagindo principalmente à afirmação do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que é “improvável” uma alta de juros no Comitê de Política Monetária (Copom) de junho, confirmando a sinalização do comunicado e da ata de que o ciclo de ajuste da Selic deve ser encerrado na próxima reunião com uma elevação em mais 1 ponto porcentual, para 12,75%. A queda do dólar e o ambiente externo mais positivo também ajudaram.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou a sessão regular em 12,84%, de 12,982% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2024 caiu de 12,642% para 12,30%. O DI para janeiro de 2025 encerrou em 11,715%, de 12,066%, e a do DI para janeiro de 2027 encerrou em 11,55%, de 11,855%.

As taxas já mostravam queda no início dos negócios, amparadas no câmbio e no recuo dos preços do petróleo, com o mercado absorvendo o Relatório Trimestral de Inflação. A leitura foi de que o documento apenas endossou os anteriores quanto à propensão da autoridade monetária em entregar apenas mais uma alta. “No relatório, o BC reforça a mensagem de que o ciclo de aperto embutido em suas projeções de Selic a 12,75% no fim de 2022 e 8,75% no fim de 2023 é suficiente para a convergência da inflação à meta no horizonte relevante”, disseram os analistas do Citi.

Mas mesmo com a ata, o comunicado e o RTI indicando que o ciclo termina em maio, o mercado parece ter se convencido mesmo depois de Campos Neto dizer que, embora o cenário seja “volátil”, “fazer um movimento adicional em junho não é o mais provável”. Só faltou desenhar. O economista-chefe da Greenbay Investimentos, Flávio Serrano, afirma que o mercado vinha resistindo em comprar essa ideia porque os dados de inflação têm vindo muito altos e o petróleo descolou de US$ 100. “Mas trata-se de um efeito de segunda ordem e, além disso, a premissa é de que o petróleo chegará a US$ 100 até o fim do ano”, disse.

Na mesma linha, o chefe da Área de Estratégia da Renascença DTVM, Sérgio Goldenstein, destacou a fala da diretora de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos, Fernanda Guardado, que interinamente ocupa também a diretoria de Política Econômica. “A diretora explicitou que o cenário alternativo considera uma queda do preço do petróleo ao longo do 2º semestre e não necessariamente nos próximos meses”, ressalta. Para ele, isso contraria a avaliação de alguns analistas de que, caso o petróleo esteja torno de US$ 120 na próxima reunião, estaria praticamente contratada a extensão do ciclo.

Na precificação de Selic na curva, além dos 100 pontos-base de alta cravados para maio, os DIs mantêm entre 60% e 80% de chance de aperto de 50 pontos (entre 40% e 20% de probabilidade para 25 pontos) no Copom de junho, mesmo com a fala de Campos Neto. Serrano, da Greenbay, explica que é natural que a curva mantenha esse prêmio, uma vez que a próxima reunião do Copom ocorrerá daqui a mais de um mês. “Tudo o mais constante, porém, essa aposta deve perder força”, disse.

No entanto, a curva zerou as chances de elevação para as demais reuniões – para agosto, por exemplo, estavam precificados até 20 pontos, apontando Selic terminal agora de 13,25%.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN