Ainda sob efeito do Copom, juros caem com recuo do dólar e exterior positivo

No fim da sessão regular, boa parte das taxas longas já estava abaixo da marca de 12%, na qual persistiram desde o começo do mês. A...

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Por Agência Estado

Os juros fecharam em queda, ainda sob efeito do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) e favorecidos pelo recuo do dólar e ambiente externo de menor aversão ao risco em relação ao conflito no leste europeu. Também deu alguma contribuição a informação do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o governo estuda ampliar a redução da alíquota do IPI para 35%, levando as taxas curtas às mínimas, pelo potencial alívio adicional à inflação. No balanço da semana, com a mensagem lida como mais “dovish” do Copom, a ponta curta caiu mais do que a longa, reduzindo a inclinação negativa da curva.

No fim da sessão regular, boa parte das taxas longas já estava abaixo da marca de 12%, na qual persistiram desde o começo do mês. A do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2023 fechou em 12,89%, de 12,931% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2024 caiu de 12,757% para 12,58%. O DI para janeiro de 2025 fechou a sessão regular na mínima de 12,07%, de 12,286% na quinta-feira. A taxa do DI para janeiro de 2027 fechou em 11,915% de 12,145%.

A leitura de que o Banco Central prepara o terreno para encerrar o ciclo de aperto da Selic após aplicar mais uma dose de 1 ponto porcentual de alta na reunião de maio ainda ecoou sobe a curva, mesmo que o quadro de apostas para os próximos meses não tenha se alterado em relação ao dia anterior.

Segundo a Greenbay Investimentos, a curva aponta 100% de chance de Selic a 12,75% em maio, como antecipado pelo Copom, e entre 85% e 90% de chance de alta de 0,5 ponto no encontro de junho, contra de 10% a 15% de probabilidade de 0,25 ponto. Para a Selic terminal, a indicação é de taxa entre 13,25% e 13,50%.

Para Flávio Serrano, economista-chefe da instituição, apesar do destaque dado ao petróleo no comunicado, o avanço da commodity na quinta e nesta sexta não pesou na curva em função dos sinais vindos de Brasília e também porque a defasagem tanto da gasolina quanto do óleo diesel está zerada ante os preços internacionais. “Em meio aos ruídos e pressão sobre a Petrobras, é pouco provável haver reajuste para cima, ainda mais que o câmbio está ajudando”, afirmou.

O dólar nesta sexta chegou a cair abaixo do patamar de R$ 5 nas mínimas, mas não se sustentou para fechar em R$ 5,0158. O real foi destaque entre moedas emergentes, embalado, entre outros fatores, pela melhora da perspectiva para o crescimento após o anúncio das medidas do governo que devem injetar R$ 146 bilhões na economia.

Outra medida em estudo e que ajudou a embalar o recuo das taxas foi a possível ampliação do corte do IPI, de 25% para 35%. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que estuda a ampliação para “já”. O Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) apurou que a medida excluiria da lista os produtos produzidos na Zona Franca de Manaus, que vinham causando polêmica.

O economista-chefe da Necton Investimentos, André Prefeito, diz que o mercado está mais calmo com a perspectiva de que a guerra parece estar se encaminhando para uma conclusão, “por mais que ainda demore”. “Além disso, a Super Quarta trouxe algum tipo de pacificação uma vez que ambos os bancos centrais disseram o que vão fazer na próxima reunião”, complementou.

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