CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!

Congresso retoma redução de frete marítimo e benefício fiscal para setor de portos e ferrovias

Nas últimas semanas, entidades do setor de portos e ferrovias haviam intensificado conversas com lideranças do Congresso para tentar reverter a decisão do presidente. Criado em...

Publicado em

Por Agência Estado

Publicidade

Em acordo com o governo, o Congresso Nacional derrubou nesta quinta-feira, 17, os vetos do presidente Jair Bolsonaro à redução nas cobranças do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e ao benefício fiscal para o setor de portos e ferrovias, conhecido como Reporto. As medidas haviam sido aprovadas pelos parlamentares dentro do projeto de incentivo à navegação de cabotagem, conhecido como BR do Mar. O Broadcast Político antecipou a movimentação pela derrubada dos vetos.

Nas últimas semanas, entidades do setor de portos e ferrovias haviam intensificado conversas com lideranças do Congresso para tentar reverter a decisão do presidente. Criado em 2004 e descontinuado em 2021, o Reporto suspende a cobrança de IPI, de PIS/Cofins e de Imposto de Importação na compra de máquinas, equipamentos e outros bens no segmento de portos e ferrovias. Com isso, o Reporto desonera investimentos nessas áreas. Bolsonaro havia vetado a medida em sintonia com a equipe econômica, apesar da mobilização do Ministério da Infraestrutura em favor do benefício.

A Coalizão Empresarial Portuária, que reúne seis entidades do setor, afirmou que a ausência do regime a partir deste ano representaria uma tributação que poderia, em alguns casos, chegar a 42% na compra de equipamentos portuários. No setor ferroviário, estimativas apresentadas a parlamentares apontaram que, considerando apenas o arcabouço de projetos nas atuais concessões ferroviárias em vias de prorrogação antecipada, o Reporto permite manter o custo dos investimentos aproximadamente R$ 3,22 bilhões mais barato em cinco anos.

Frete marítimo

A discussão em torno do frete marítimo esquentou diante do aumento no valor dos combustíveis e do debate sobre ações para atenuar o reflexo nos preços dos alimentos. A decisão de Bolsonaro de vetar a medida gerou surpresa em alguns setores, já que o impacto positivo das reduções foi destacado pelo próprio governo em dezembro, em nota técnica da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, divulgada logo após o BR do Mar ter sido aprovado. No texto, o órgão apontou que o benefício pode reduzir o preço dos itens da cesta básica em, pelo menos, 4%, facilitar a importação e baratear a produção interna.

A atuação para retomar a redução nas alíquotas contou com o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que trabalhou pela derrubada do veto, conforme informou ao Broadcast Político o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), integrante da bancada. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) destacou ainda que o corte na alíquota reduz o preço de fertilizantes, produto fortemente afetado pela guerra na Ucrânia e que tem preocupado o agronegócio brasileiro.

Criado para abastecer o Fundo da Marinha Mercante (FMM), o AFRMM é uma cobrança realizada sobre o transporte aquaviário de carga de qualquer natureza descarregada nos portos brasileiros. A alíquota é diferenciada para cada tipo de transporte. No caso da navegação de longo curso, o valor é de 25%, o que desagrada ao agronegócio. Pelo dispositivo vetado no BR do Mar, e agora retomado pelo Congresso, esse porcentual deve ir a 8%.

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN