CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Museu Casa Alfredo Andersen recebe obras de José Daros, notório por seus retratos
Museu Casa Alfredo Andersen recebe obras de José Daros, notório pelos seus retratos - Curitiba, 15/03/2022Foto: Kraw Penas/SECC

Museu Casa Alfredo Andersen recebe obras de José Daros, notório por seus retratos

As obras envolvem boa parte de retratos de familiares e parentes de Daros, mas não apenas. São elas: Saudades de Papai, Joenio Mendonça, Silvia Rosa Mendonça,......

Publicado em

Por CGN

Publicidade
Imagem referente a Museu Casa Alfredo Andersen recebe obras de José Daros, notório por seus retratos
Museu Casa Alfredo Andersen recebe obras de José Daros, notório pelos seus retratos - Curitiba, 15/03/2022Foto: Kraw Penas/SECC

O Museu Casa Alfredo Andersen recebeu nesta terça-feira (15), em comodato, dez quadros, um busto e um relevo criados por José Daros (1898-1981), parte do acervo que ainda está em posse de Anagir Daros, nora do artista.

As obras envolvem boa parte de retratos de familiares e parentes de Daros, mas não apenas. São elas: Saudades de Papai, Joenio Mendonça, Silvia Rosa Mendonça, Ildefonso Contador, Lucia Daros Contador, Dr. Virmond, Os irmãos: Alberto, Pedro e Aida Daros, Antonio Daros, Rosa Daros, Francisco Braga e Autorretrato de José Daros. Além deles, as esculturas Busto de D. Rosa Daros e o relevo de J. Braga.

Anagir Daros não economiza elogios para falar do sogro, homem que acumulava atributos e atribuições como os hoje míticos homens renascentistas. “Ele era professor dedicado, dava aulas de música e desenho, mas era também um barítono, escultor e pintor”, conta.

Daros foi aluno de Alfredo Andersen, o que justifica a entrega em comodato ao Museu. Segundo Anagir, Andersen foi o mestre dele, que o incentivou a retratar as pessoas e dizia que ele tinha um dom para isso. Boa parte das obras que foram encomendadas eram justamente retratos. “Os retratos eram pagos, mas as paisagens e naturezas mortas eram dadas como presente. Ele gostava de presentear as pessoas”, diz a nora do pintor. Entre suas amizades estiveram figuras importantes da arte brasileira como Poty Lazzarotto e Cândido Portinari.

As obras foram entregues ao Museu em comodato por um ano. Depois desse período, caso ainda seja o desejo da família, elas se integrarão ao acervo da instituição. “Me sinto muito feliz e realizada, sabendo que ele está no lugar que ele queria estar”, diz Anagir.

NO LOUVRE – Com apenas 30 anos, Daros chegava ao Louvre, um dos espaços museais mais conhecidos e disputados do mundo. E, além disso, chegava com uma modalidade da pintura que é, como o texto do jornal Diário da Tarde apontava, particularmente difícil.

Em abril de 1928 o jornal publicou a seguinte nota: “Encontra-se exposto numa das artísticas mostras do Louvre um formoso trabalho do pintor contemporâneo J. Daros. O trabalho exposto (…) tem sido bastante apreciado. Demonstra a evolução do jovem artista nosso na difícil arte do retrato”.

Luiz Gustavo Vidal, diretor do Museu Casa Alfredo Andersen, concorda com a crítica: “Cada artista escolhe algo para se especializar, e ele destaca o olho querendo destacar o olhar do retratado”.

A vivacidade dos retratos de Daros é tamanha que se tornou uma história familiar e que, de alguma forma, foi incorporada ao acervo, como conta Anagir. O quadro “Saudades de Papai” é justamente a reprodução do momento em que, preocupada com os filhos que não viam o pai há muito tempo, sua esposa os coloca diante de um de seus autorretratos. Nessa pintura ainda é possível ter uma ideia de como era o atelier de Daros.

Fonte: AEN

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN