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Procon notifica e Cinemark pode mudar preços de lanchonete no Pacaembu

A parceria entre a Allegra Pacaembu, consórcio que assumiu o estádio no último fim de semana, e a Cinemark começou no sábado passado. De acordo com...

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Por Agência Estado

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O preço das comidas e bebidas da lanchonete da Cinemark no estádio do Pacaembu repercutiu negativamente entre os torcedores e fez o Procon-SP pedir esclarecimentos à empresa. O órgão vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania deu um prazo de 72 horas, a partir do dia 31 de janeiro, para a Cinemark apresentar justificativas para os valores apresentados.

A parceria entre a Allegra Pacaembu, consórcio que assumiu o estádio no último fim de semana, e a Cinemark começou no sábado passado. De acordo com a empresa, serão realizados três testes da lanchonete. Os dois primeiros já foram feitos, na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior e no duelo entre Palmeiras e Oeste pelo Paulistão. A Cinemark admite mudar os valores após os testes.

“A Cinemark fez uma parceria com a Allegra Pacaembu para levar seus serviços de ‘snack bar’ para a hospitalidade do estádio. O acordo contempla um período de testes de três partidas para operar dois pontos de venda que atendem as cadeiras cobertas. O jogo do Campeonato Paulista na última quarta-feira foi a segunda vez em que a Rede prestou o serviço no local, sendo a primeira no sábado, na final da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A ação faz parte da estratégia da Cinemark de levar sua marca e seus serviços para fora dos complexos de cinema e está passando por constantes avaliações de operação, estrutura e mix de produtos e preço. Para atender aos diferentes perfis de público, foi montado um cardápio com opções e preços variados que é reavaliado jogo a jogo”, informou ao Estado por meio de sua assessoria de imprensa.

A Cinemark possui lanchonete no setor das numeradas cobertas, que comporta cerca de 2 mil pessoas. Os produtos oferecidos são: sanduíche de costela (R$ 45), pão de queijo, cachorro quente e batata frita (R$ 15 cada), pipoca salgada (R$ 15), pipoca com manteiga ou caramelo (R$ 16), água (R$ 6), refrigerante (R$ 8), dois tipos de doces (R$ 8 cada) e bala (R$ 6).

Há ainda a opção de combos: cachorro quente com batata frita e bebida a R$ 34, pão de queijo com bebida a R$ 20, sanduíche de costela com bebida a R$ 50, e pipoca com bebida a R$ 20 ou R$ 22.

Nos outros setores do Pacaembu, Bob’s e Patroni vendem comidas e bebidas. As redes também estão, por exemplo, na Arena Corinthians. Os preços são padronizados: fatia dupla de pizza a R$ 20 (combo com refrigerante a R$ 25), hambúrgueres de R$ 14 ou R$ 18, além de combos com bebida e batata chips de R$ 26 ou R$ 28. Há ainda a Popcorn Express, que vende pipoca grande a R$ 12 e pipoca no balde a R$ 22. Água (R$ 5), refrigerante (R$ 8), cerveja sem álcool (R$ 10) e salgadinho e chocolate (R$ 6 cada) completam o cardápio.

O Pacaembu deixou de ser administrado pela Prefeitura desde o último sábado e passou a ficar sob responsabilidade do consórcio Allegra, que pagou R$ 115 milhões pelo direito de gerir o local pelos próximos 35 anos. A nova administração terá como objetivo principal tirar o estádio do vermelho. O presidente da concessionária, Eduardo Barella, disse em entrevista ao Estado que espera faturar R$ 20 milhões com o Pacaembu somente nesta temporada.

Nos últimos anos, o Pacaembu deu prejuízo. Em 2017, o estádio arrecadou R$ 2,4 milhões e teve gastos de R$ 8,3 milhões, de acordo com números oficiais. Em 2018, foram arrecadados R$ 2,7 milhões com gastos de R$ 9 milhões. Os números finais de 2019 ainda não estão disponíveis.

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