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Após ser localizada pela PM, servidora que fingiu aplicar vacina em aluno não quis sair de casa e prestar esclarecimentos

O marido da suspeita relatou que ela estava em casa, mas não sairia para dar depoimento por orientação dos superiores ...

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Por Fábio Wronski

Ontem, quarta-feira (09), muitos cascavelenses foram surpreendidos pela triste notícia de que uma técnica de enfermagem não estaria aplicando as doses da vacina contra a Covid-19, durante a campanha de imunização nas escolas.

O caso veio à tona após um dos pais filmar o momento em que filho seria imunizado na Escola Rubens Lopes, no Bairro Neva, e a profissional de saúde não inocula o imunizante no braço do garoto.

Nas imagens, estas que foram divulgadas pela CGN, é possível notar que a servidora perfura o braço do menor com a agulha, mas em nenhum momento injeta o líquido que estava na seringa.

As informações são de que o caso não seria um fato isolado, sendo que outras situações do gênero já teriam gerado dúvida, porém, não havia imagem com a comprovação.

Como se trata de um crime previsto no Artigo 312 do Código Penal, por orientação do MPPR, a Polícia Militar teria iniciado as diligências para tentar encaminhar a suspeita. As equipes policiais deslocaram até a Unidade de Saúde do Bairro Neva, à procura da mulher, porém, não conseguiram localizá-la.

Na UBS, os militares foram informados que a servidora havia sido afastada e os funcionários haviam sido orientados a não repassarem informações sobre o caso à polícia. Além disto, a colaboradora da Unidade também ressaltou que a mulher não iria se apresentar, pois era uma determinação do coordenador substituto da Pasta, senhor Reginaldo.

A PM teria entrado em contato com o Secretário de Saúde, Miroslau Bailak, sendo que o mesmo relatou que não teria conhecimento de nenhuma ordem para não repassar as informações sobre o caso, assim, prestando auxílio à equipe policial.

Com a confirmação do nome da suspeita, os militares realizaram consulta no sistema policial e conseguiram descobrir que a mulher é moradora do Bairro Santa Felicidade, deslocando à residência.

Lá, a equipe teria sido recebida pelo marido da suspeita, o qual relatou, inicialmente, que a mulher não estaria em casa. Na sequência, ele acabou confirmando aos policiais que a esposa estaria no imóvel, porém não se apresentaria por orientação dos superiores.

Os militares teriam ficado por aproximadamente meia hora na residência, sendo que a servidora não saiu da casa, assim, não sendo possível o encaminhamento.

Neste meio tempo, o marido da suspeita teria relatado aos policiais que a servidora trabalha há 30 anos na prefeitura e estaria muito estressada em razão da pandemia da Covid-19. O homem também destacou aos militares que a esposa estaria arrependida, porém, não confirmou que a não aplicação do imunizante seria proposital.

Ainda ontem, a Sesau encaminhou nota à imprensa, afirmando que a servidora havia sido afastada das funções e um processo interno de investigação teria sido aberto para averiguar o caso.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informa que, por determinação do prefeito Leonaldo Paranhos e do secretário Miroslau Bailak, um processo interno de investigação foi aberto para apurar o caso em que uma profissional da saúde teria, supostamente, simulado a aplicação de vacina em uma criança na Escola Rubens Lopes. A servidora foi afastada das funções enquanto as apurações interna e externa estiverem em andamento. O caso já foi informado às autoridades que fazem a investigação externa e o Município está a disposição para o que for necessário.

Nota da Secretaria Municipal de Saúde

O caso foi encaminhado à 9ª Promotoria de Justiça de Cascavel, onde o caso ficará sob os cuidados do promotor Ângelo Mazzuchi.

Agora, a servidora deverá ser chamada pela Justiça para prestar esclarecimentos sobre o caso, assim, auxiliando nas investigações e também no auxílio aos alunos que podem não ter sido imunizados.

Ainda não há uma definição sobre o caso e se mais alunos podem não ter recebido as vacinas.

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