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Imagem referente a Obras no trecho urbano da BR-277 em Guarapuava já atingiram 40% de conclusão
BR-277: obras no trecho em Guarapuava já atingiram 40% de conclusãFoto: Ari Dias/AEN

Obras no trecho urbano da BR-277 em Guarapuava já atingiram 40% de conclusão

“Já perdemos funcionários aqui na frente, principalmente nesse acesso ao aeroporto ou no Colégio Agrícola. É acidente diário praticamente”, diz Claudio Pietrobon, proprietário da Balas e......

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Por CGN

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Imagem referente a Obras no trecho urbano da BR-277 em Guarapuava já atingiram 40% de conclusão
BR-277: obras no trecho em Guarapuava já atingiram 40% de conclusãFoto: Ari Dias/AEN

Quem passa com frequência pela BR-277 no trecho em Guarapuava, na região Centro-Sul do Estado, já conhece os riscos e transtornos da rodovia. Historicamente, o local tem muitos acidentes, até mesmo com vítimas fatais, além de congestionamentos devido às complicações e ao excesso de veículos que utilizam a estrada. Em dias chuvosos ou em horários de pico, a situação fica ainda pior.

“Já perdemos funcionários aqui na frente, principalmente nesse acesso ao aeroporto ou no Colégio Agrícola. É acidente diário praticamente”, diz Claudio Pietrobon, proprietário da Balas e Chocolates Pietrobon, empresa às margens da rodovia.

Mas os problemas estão com os dias contados: a BR-277 está em obras entre os km 343 e km 350, e elas já atingiram 40% de conclusão. Em execução desde abril do ano passado, o trecho com 3,86 km de extensão será duplicado e ganhará novas vias marginais, quatro pontes, três trincheiras, duas passarelas para pedestres, um viaduto e iluminação pública.

O investimento total na obra é de R$ 80 milhões, pelo programa Avança Paraná, que conta com recursos financiados pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal. A previsão de término é para o segundo semestre deste ano.

“Essa obra é uma reivindicação antiga, não só da população de Guarapuava, mas de toda a região do Centro do Paraná. Sabemos que nesse trecho sempre ocorreram muitos acidentes. Existem pontos de conflitos nessa BR, que serão totalmente resolvidos a partir de agora com essa duplicação”, destacou o prefeito de Guarapuava, Celso Góes. 

“Guarapuava é um entroncamento muito importante, principalmente do Mercosul. Pelas nossas estradas passam toda a safra não só do Paraná, mas também do Mato Grosso. É um momento importante porque valoriza a cidade, valoriza quem passa pelas nossas estradas e atrai principalmente emprego e renda para toda a população”, ressaltou o prefeito.

A rodovia estava sob regime de concessão, que encerrou no dia 27 de novembro. Como no contrato anterior não havia investimentos previstos para essa região, o Governo do Estado, por decisão do governador Carlos Massa Ratinho Junior, decidiu investir no trecho.

“Guarapuava é um polo muito importante para a economia do Estado e a população da cidade precisava dessa obra para desafogar o trânsito e melhorar a circulação. Era um compromisso que eu tinha assumido e que está saindo do papel. Essa obra será transformadora”, afirmou o governador.

MELHORIAS – A implantação de trincheiras e passarelas e a duplicação do viaduto vão garantir mais segurança para o deslocamento dos 182 mil habitantes de Guarapuava entre as regiões Norte e Sul do município. Além disso, a duplicação da BR-277 e a implantação de vias marginais vão proporcionar mais agilidade no trânsito local e facilitar o tráfego de longa distância, rumo a Foz do Iguaçu ou a Paranaguá, no Litoral.

Além da segurança e agilidade, Pietrobon acredita que as obras vão impulsionar o desenvolvimento econômico da região. “Quem está na BR acaba indo numa velocidade maior. Vai desafogar o trânsito, facilitar a vida de quem mora ao redor, além de ajudar a desenvolver a região, já que a duplicação vai acabar valorizando o imóvel e dar mais visibilidade para as empresas”, afirmou.

Carlos Alberto Zanette, proprietário do restaurante Zanette, destaca que a obra facilitará a vida dos moradores que precisam atravessar a BR para ir de um lado a outro da cidade. “Vai facilitar muito para o pessoal da cidade e também para as indústrias e comércios próximos à BR, principalmente em questão de segurança, porque o pessoal não vai mais precisar cruzar a BR, que antes era um perigo enorme. Com essa duplicação, e principalmente com as marginais que serão via dupla, vai melhorar muito”, afirmou.

OBRA – A obra enfrentou algumas dificuldades no percurso, por conta da pandemia, pelo excesso de chuvas durante o mês de janeiro e escassez de material, mas, mesmo assim, o cronograma está sendo mantido. “Essa obra teve muita coisa a seu desfavor, porém, com empenho de todos, do Governo do Estado principalmente que manteve seu compromisso cumprindo o contrato, conseguimos nos manter dentro do cronograma. As chances são muito boas de entregar essa obra até adiantada”, afirmou o engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) e fiscal da obra, Vanderlei Zanella.

Por enquanto, a prioridade é a construção das vias marginais ao lado da rodovia, que terão calçadas e ciclovias para atender a população da cidade e já estão com cerca de 70% de conclusão; e também a ponte na marginal esquerda, que já avançou 95%, para que, com ambas finalizadas, o tráfego da rodovia seja desviado para as marginais, permitindo o início da duplicação na pista central com a segurança necessária.

“Isso é necessário para que possamos duplicar a BR-277 com desvio do tráfego para não colocar em risco a operacionalização de todas as obras e garantir a segurança do funcionário e do próprio usuário. Terminando as marginais, trazemos o tráfego para elas e então trabalhamos na BR-277 isoladamente com toda a segurança”, explicou Zanella.

A implantação de postes de iluminação também está avançada, com cerca de 30% instalados em 12 km de extensão. A ponte da Avenida Pedro Carli, principal ponto crítico do perímetro urbano por conta do risco de acidentes, já foi concluída, e a infraestrutura de três pontes no km 345 já está pronta, aguardando o início da construção.

A duplicação do viaduto com 45 metros de extensão da PRC-466 (Avenida Manoel Ribas) sobre a BR-277 em Guarapuava — também um dos principais problemas do entorno por conta do risco de acidentes — está em processo de conclusão de laje. A nova obra de arte especial será implantada paralelamente ao viaduto atual, e inclui também a adequação dos acessos existentes, para acabar com o congestionamento causado pelo afunilamento do tráfego das pistas duplas pelo viaduto de pistas simples.

A trincheira ligando a Avenida Professor Pedro Carli e a Avenida Beira Rio, no km 345, que envolve um grande acesso à cidade e tem alto risco de acidentes, está com 20% das obras concluídas, na fase de construção de muros de contenção. “Com essa obra, vamos separar o tráfego de longa distância e o da cidade, para eliminar todos os riscos de acidente, já que são tráfegos com características bem diferentes”, explicou Zanella.

A obra ainda prevê uma trincheira com 54 metros de extensão entre a Rua João Fortkamp e a Rua Campo Grande, no km 343, ligando o bairro planejado Cidade dos Lagos, Primavera, Conradinho ao centro do município de Guarapuava, que já está com cerca de 20% dos trabalhos avançados.

Há também uma trincheira no acesso ao Aeroporto de Guarapuava no km 348, que já está duplicada, e duas passarelas: uma delas no km 345, onde já existe uma pista simples que será substituída por pista dupla e já está em construção; e outra no km 349, na altura do Aeroporto. Apesar das obras, não há bloqueios na pista, mas o motorista deve reduzir a velocidade para transitar no trecho com segurança.

MELHORIAS NA REGIÃO – Em julho do ano passado o DER/PR concluiu a obra de duplicação de 3,4 quilômetros da PRC-466, no perímetro urbano de Guarapuava. O investimento foi de R$ 32,4 milhões e incluiu também a execução de trincheira, passarela e vias marginais.

A PRC-466 e outras rodovias devem receber futuramente mais obras de duplicação, de restauração e de ampliação de capacidade, nas ligações entre Guarapuava e Campo Mourão, e entre Guarapuava e Mauá da Serra.

São projetos executivos de engenharia em diferentes etapas de licitação e de elaboração, por meio do Programa Estratégico de Infraestrutura e Logística de Transportes do Paraná, que conta com financiamento do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

Fonte: AEN

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