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Imagem referente a IAT apresenta projeto para ampliar área de preservação no Parque Estadual do Rio da Onça
IAT apresenta estudo para ampliação da área de preservação no Parque Estadual do Rio da Onça - Curitiba, 08/03/2022Foto: Denis Ferreira Netto

IAT apresenta projeto para ampliar área de preservação no Parque Estadual do Rio da Onça

A consulta pública acontece no próprio parque, às 19 horas. O estudo técnico de ampliação da área já está disponível para consulta no site do IAT,......

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Por CGN

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Imagem referente a IAT apresenta projeto para ampliar área de preservação no Parque Estadual do Rio da Onça
IAT apresenta estudo para ampliação da área de preservação no Parque Estadual do Rio da Onça - Curitiba, 08/03/2022Foto: Denis Ferreira Netto

Em consulta pública nesta quinta-feira (10), o Instituto Água e Terra (IAT) vai apresentar o estudo técnico que justifica a ampliação da área do Parque Estadual do Rio da Onça, unidade de proteção integral, localizado em Matinhos, no litoral do Estado. A proposta é que a preservação do local seja ampliada em uma área 14 vezes maior do que a atual, passando de 118,5 hectares para 1.659,7 hectares.

A consulta pública acontece no próprio parque, às 19 horas. O estudo técnico de ampliação da área já está disponível para consulta no site do IAT, órgão vinculado à Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).

O Parque Estadual do Rio da Onça foi criado em 1981 pelo Decreto Estadual nº 3.741, ganhando este nome somente em 2012, com o Decreto nº 3741. Antes, a Unidade de Conservação (UC) era chamada de Parque Florestal do Rio da Onça. A alteração no nome do parque foi feita para atender as determinações do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

A proposta de ampliação tem como objetivo principal a proteção de remanescentes de vegetação nativa existentes no entorno imediato do parque, abrangendo a região que se confronta com os limites de áreas de expansão urbana da cidade de Matinhos e balneários adjacentes.

“A ampliação irá assegurar à Unidade de Conservação e ao seu entorno um papel estratégico dentro do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, pois incide sobre remanescentes ainda preservados da Floresta Ombrófila Densa paranaense”, destaca o diretor-presidente do IAT, Everton Souza.

O estudo apresenta pressões que incidem sobre a área e que podem danificar a fauna e a flora inseridas no local, como a forte pressão imobiliária da região litorânea e a expansão urbana do município de Matinhos, o corte ilegal de palmito e outras espécies, a caça e a pesca predatória.

Além disso, o depósito irregular de resíduos sólidos nas áreas urbanas resulta na contaminação dos rios que passam pelo Parque. Os efluentes urbanos também comprometem a qualidade dos ecossistemas, que naturalmente se interrelacionam com o regime hídrico da região.

“As Unidades de Conservação são essenciais para a preservação da biodiversidade, desempenhando esta função no contexto local, nacional e global, subsidiando outras políticas de apoio à conservação da biodiversidade, além de assegurar a integridade do patrimônio genético, preservando processos ecológicos fundamentais, promovendo a educação ambiental, estimulando a prática da cidadania e perpetuando belezas cênicas”, afirma o diretor de Políticas Ambientais da Sedest, Rafael Andreguetto.

AMPLIAÇÃO – A área de estudo para ampliação do Parque abrange quatro lotes de terras que atualmente pertencem ao Instituto Água e Terra. São eles: Gleba 03, Colônia Jacarandá, Município de Matinhos, e áreas remanescentes da Ambiental Paraná Florestas S. A., contíguos à Unidade de Conservação.

O presente estudo utilizou como principal fonte bibliográfica o Plano de Manejo do Parque Estadual do Rio da Onça, elaborado em 2015, que já recomenda a sua ampliação, com anexação das áreas existentes no entorno imediato. O documento teve como base, também, o Estudo Técnico para Ampliação e Recategorização da Floresta Estadual do Palmito, feito em 2017.

PRESERVAÇÃO – O parque contém centro de visitantes, casa de apoio administrativo e de pesquisa, casa do guarda-parque, trilhas interpretativas com passarelas e pontes estruturadas em madeira e o mirante das bromélias, onde é possível observar a formação das copas das árvores.

Ele oferece atividades de educação ambiental e interpretação da natureza, por meio do percurso nas trilhas existentes. O circuito inclui cinco trilhas, onde os visitantes recebem informações sobre as principais espécies da flora e fauna presentes na UC.

A visitação acontece em um circuito retangular de aproximadamente 1.500 metros. O percurso começa no Centro de Visitantes, passa por cinco pontes e pelos rios Tiririca e Preto. No percurso, é possível contemplar áreas de Caxetais e de Restinga, com predominância de espécies vegetais vinculadas a ambientes úmidos.

Também se observa grande densidade e exuberância de bromélias nas árvores e ambientes bem drenados com ocorrência de bromélias de hábitos rasteiros. Existe, ainda, o Mirante das Bromélias, de onde é possível ver a copa das árvores com epífitas.

DISPOSITIVOS LEGAIS – Além do SNUC (Lei Federal Nº 9.985/2000 e Decreto Federal Nº 4.340/2002), existem outros dispositivos legais que protegem essa região. Dentre estas, a Lei da Mata Atlântica (Lei Federal Nº 11.428/2006 e Decreto Federal Nº 6.660/2008), que regulamenta o uso e a proteção do bioma e o Código Florestal (Lei Federal Nº 12.651/2012), que estabelece outras áreas protegidas, como é o caso das Áreas de Preservação Permanente (APP); entre outras.

Fonte: AEN

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