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Imagem referente a Curitiba – Tarifa do transporte coletivo é reajustada pela primeira vez em 3 anos
Tarifa de ônibus sobe R$ 1 no primeiro reajuste em três anos. - Foto: Daniel Castellano / SMCS

Curitiba – Tarifa do transporte coletivo é reajustada pela primeira vez em 3 anos

O valor do reajuste (22%) é o mínimo possível para manter a sustentabilidade do sistema frente ao forte aumento dos custos relacionados ao transporte, que subiram......

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Por CGN

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Imagem referente a Curitiba – Tarifa do transporte coletivo é reajustada pela primeira vez em 3 anos
Tarifa de ônibus sobe R$ 1 no primeiro reajuste em três anos. - Foto: Daniel Castellano / SMCS

A tarifa de ônibus de Curitiba será reajustada a partir da zero hora desta terça-feira (01/03). Trata-se do primeiro aumento desde fevereiro de 2019. A passagem do usuário de Curitiba terá aumento de R$ 1, passando de R$ 4,50 para R$ 5,50.

O valor do reajuste (22%) é o mínimo possível para manter a sustentabilidade do sistema frente ao forte aumento dos custos relacionados ao transporte, que subiram muito acima da média da inflação desde 2019. O diesel, por exemplo, acumula alta de 76%, enquanto o biodiesel subiu 131%. Além da inflação, a redução no movimento de passageiros causada pela pandemia é outro fator de forte pressão para o sistema.

A chamada tarifa técnica, que representa o custo real por passageiro e é pago pelo município às empresas de ônibus de forma a manter o sistema em operação, subiu 32% desde 2019 e está atualmente em R$ 6,36. A projeção da Urbanização de Curitiba (Urbs), que gerencia o transporte coletivo na cidade, é que a tarifa técnica terá variação entre R$ 6,36 e R$ 7,20 até fevereiro do próximo ano.

Apesar desses custos, a Prefeitura vai manter a prática da tarifa social, que é o valor efetivamento pago pelos passageiros (e inferior à tarifa técnica). É uma forma de minimizar o impacto do custo do transporte no orçamento dos usuários.

Os R$ 5,50 devem representar um valor entre entre 13% e 23% mais baixos do que a tarifa técnica ao longo de 2022.

Subsídio garante valor menor ao usuário

A diferença entre a tarifa do usuário e a tarifa técnica será bancada por meio de subsídio do Poder Público – prática usual no setor em todo o mundo – e que tem com objetivo não onerar muito os passageiros transportados.

A Prefeitura e o governo do Estado estão formalizando um convênio – a ser assinado em março – que prevê o aporte de R$ 60 milhões por parte do Estado e de R$ 97 milhões da Prefeitura para bancar a tarifa social.

A soma desses valores cobre o déficit projetado para o sistema em 2022 – ou seja, R$ 157 milhões – e garante o funcionamento, dentro do habitual padrão de qualidade e integração do transporte da capital ao longo do ano.

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“Mantivemos a tarifa congelada desde 2019, inclusive nos últimos dois anos de pandemia. Agora, fizemos um esforço realmente muito grande para minimizar o impacto do reajuste no bolso do passageiro mesmo com a alta brutal dos custos”, diz Ogeny Pedro Maia Neto, presidente da Urbs.

“Conseguimos limitar o aumento a R$ 1, com o subsídio e o compromisso de manter uma tarifa social para o passageiro no menor nível possível”, completa.

Isenções mantidas

Maia Neto lembra que estão mantidas as isenções asseguradas em lei e bancadas pelo município. Esses benefícios contemplam idosos, pessoas com deficiência, estudantes (meia passagem) e ainda os passageiros da Região Metropolitana que entram no sistema urbano por meio das integrações da rede.

Capital com maior integração no transporte

Um dos grandes diferenciais do transporte coletivo de Curitiba em relação a outras grandes cidades é o porte da integração com  a Região Metropolitana (RMC).O transporte coletivo da capital é considerado o mais integrado do país, conectando Curitiba a 15 municípios da RMC, com 61 linhas de ônibus.

A ampla rede de conexão permite que, com apenas uma passagem, o usuário percorra uma longa distância, passando por mais de um município da região.

“Hoje é possível ir, por exemplo, de Fazenda Rio Grande, que fica ao Sul de Curitiba, a Colombo, ao norte da capital, pagando apenas uma passagem”, explica o presidente da Urbs. “Trata-se de uma distância de 42 quilômetros”.

Por mês, 2,25 milhões de passageiros dos municípios da região metropolitana ingressam no sistema de transporte coletivo de Curitiba sem pagar uma nova passagem.

Custos subiram até 131%

Nos três anos em que a tarifa ficou congelada, os custos que impactam o transporte coletivo subiram muito acima da média da inflação nos últimos anos.

Entre fevereiro de 2019 e dezembro de 2021, o diesel subiu 76%, o biodiesel 131%, salários e benefícios, 22%, e pneus 42,79%. Apesar dessas altas, o reajuste da tarifa para o usuário ficou bem abaixo (22%), em linha com a inflação geral medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Dos custos que compõem a tarifa técnica, gastos com pessoal, benefícios e encargos sociais e previdência representam 47,17%. Combustíveis e Lubrificantes, 21,62%; Rentabilidade Justa, 11,49%; Amortização, 6,78%; Peças e Acessórios, 5,86%; Impostos e Taxas, 5,90%; Custos Administrativos, 4,46 %; Rodagem, 2,75%; e descontos, como multas aplicadas, -6,03%.

Leia a Matéria completa no site: www.curitiba.pr.gov.br

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