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Juro no crédito livre sobe a 35,3% em janeiro; cheque especial avança a 128,4%

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 45,0% para 46,3% ao ano de dezembro para janeiro, enquanto para as...

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Por Agência Estado

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Em meio ao ciclo de alta acelerada da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a taxa média de juros no crédito livre subiu de 33,8% ao ano em dezembro para 35,3% ao ano em janeiro, informou nesta quinta-feira, 24, o Banco Central. Em janeiro de 2021, essa taxa estava em 28,4% ao ano.

Para as pessoas físicas, a taxa média de juros no crédito livre passou de 45,0% para 46,3% ao ano de dezembro para janeiro, enquanto para as pessoas jurídicas foi de 19,7% para 21,3%.

Cheque especial

Entre as principais linhas de crédito livre para a pessoa física, destaque para o cheque especial, cuja taxa passou de 127,9% ao ano para 128,4% ao ano de dezembro para janeiro. No crédito pessoal, a taxa ficou estável em 37,6% ao ano.

Desde 2018, os bancos estão oferecendo um parcelamento para dívidas no cheque especial. A opção vale para débitos superiores a R$ 200. Em janeiro de 2020, o BC passou a aplicar uma limitação dos juros do cheque especial, em 8% ao mês (151,82% ao ano).

Além da limitação do juro, os dados atuais refletem uma revisão realizada na série histórica do BC. Os números passaram a considerar o fato de alguns bancos cobrarem juro no cheque especial apenas após dez dias de atraso no pagamento da fatura. Antes, era considerado todo o período de atraso. Esta mudança fez com que o nível do juro no cheque especial, na nova série histórica, fosse menor em anos anteriores.

Veículos

Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central mostraram ainda que, para aquisição de veículos, os juros foram de 26,8% ao ano em dezembro para 26,9% em janeiro.

A taxa média de juros no crédito total, que inclui operações livres e direcionadas (com recursos da poupança e do BNDES), foi de 24,3% ao ano em dezembro para 25,3% ao ano em janeiro. Em janeiro de 2020, estava em 20,1%.

ICC

Já o Indicador de Custo de Crédito (ICC) subiu 0,6 ponto porcentual em janeiro ante dezembro, aos 18,9% ao ano. O porcentual reflete o volume de juros pagos, em reais, por consumidores e empresas no mês, considerando todo o estoque de operações, dividido pelo próprio estoque.

Na prática, o indicador reflete a taxa de juros média efetivamente paga pelo brasileiro nas operações de crédito contratadas no passado e ainda em andamento.

Spread

O spread em operações de crédito apresentou elevação no último mês. Dados divulgados pelo Banco Central mostram que o spread bancário médio no crédito livre passou de 23,6 pontos porcentuais em dezembro para 24,6 pontos porcentuais em janeiro.

O spread médio da pessoa física no crédito livre passou de 34,7 para 35,4 pontos porcentuais no período. Para pessoa jurídica, o spread médio passou de 9,7 para 10,8 pontos porcentuais.

O spread é calculado com base na diferença entre o custo de captação de recursos pelos bancos e o que é efetivamente cobrado dos clientes finais (famílias e empresas) em operações de crédito.

O spread médio do crédito direcionado permaneceu em 3,2 pontos porcentuais na passagem de dezembro para janeiro. Já o spread médio no crédito total (livre e direcionado) foi de 15,7 para 16,2 pontos porcentuais no período.

Inadimplência

Após meses de relativa estabilidade, a taxa de inadimplência nas operações de crédito livre com os bancos aumentou de 3,1% para 3,3% de dezembro para janeiro, informou o Banco Central. Esse é o maior patamar desde agosto de 2020.

Para as pessoas físicas, a taxa de inadimplência cresceu de 4,4% para 4,6% de um mês para o outro. No caso das empresas, o indicador passou de 1,5% para 1,6%.

A inadimplência do crédito direcionado (recursos da poupança e do BNDES) passou de 1,2% em dezembro para 1,3% no mês passado.

Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência subiu para 2,5%, após ter ficado estacionada em 2,3% de maio a dezembro do ano passado.

Endividamento

O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro atingiu um novo recorde em novembro, quando subiu para 51,9% – em outubro, estava em 51,2%, de acordo com o Banco Central. Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 32,6% em novembro, ante 31,9% do mês anterior.

Em dezembro, o BC explicou que a nova metodologia considera a Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias (RNDBF) restrita, em vez da Massa Salarial Ampliada Disponível (MSAD).

A nova medida de renda das famílias inclui recursos recebidos extraordinariamente pelas famílias, como o saque emergencial do FGTS e o auxílio emergencial, e desconsidera rendas de aluguéis, rendas distribuídas das empresas para as famílias e rendas de investimentos.

Segundo o BC, o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) permaneceu estável em 27,9% em novembro ante outubro. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda também não sofreu alteração de um mês para o outro, seguindo em 25,6%.

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