CGN
Acesse aqui o Discover e busque as mais lidas por mês!
Imagem referente a Especialistas defendem política de proteção às vítimas
Billy Boss/Câmara dos Deputados

Especialistas defendem política de proteção às vítimas

Um grupo de trabalho da Câmara realizou audiência pública com representantes do Poder Judiciário, da polícia e das vítimas sobre a proposta que institui o Estatuto......

Publicado em

Por Agência Câmara

Publicidade
Imagem referente a Especialistas defendem política de proteção às vítimas
Billy Boss/Câmara dos Deputados

Um grupo de trabalho da Câmara realizou audiência pública com representantes do Poder Judiciário, da polícia e das vítimas sobre a proposta que institui o Estatuto da Vítima (PL 3890/20). Entre as inovações trazidas pelo estatuto está a definição de vítima e a definição de um tratamento diferenciado para ela durante e após o processo criminal.

Pelo texto, entende-se como vítima qualquer pessoa que tenha sofrido danos ou ferimentos, especialmente lesões físicas ou psicológicas, danos emocionais ou danos econômicos causados diretamente pela prática de um crime ou calamidade pública.

A vice-presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep), Rita Lima, lamenta que as vítimas hoje sejam tratadas como mais uma prova durante o processo criminal. Ela cobra tratamento diferenciado a essas pessoas. “Todo o sistema de Justiça e todos os equipamentos públicos responsáveis pelo acolhimento dessas pessoas precisam compreender que há um particular respeito a ser dispensado a essas vítimas”.

A representante da Federação Nacional dos Policiais Federais, Susanna do Val Moore, afirmou que o Brasil já avançou na proteção dos direitos dos acusados, mas agora precisa de uma legislação que garanta o direito das vítimas. “Muitas vezes as vítimas são tão ou mais vulneráveis que os acusados, que os condenados. Nós temos vítimas que vêm de uma realidade muito pobre e que precisam de alguma forma serem acolhidas e até encorajadas a buscar a sua reparação”, recomendou.

A presidente do Grupo Vítimas Unidas, Maria do Carmo Santos, afirmou que o Estatuto precisa ter efetividade para poder mudar a situação atual das vítimas, que é de medo e abandono. “Vítima é toda pessoa que não teve seu direito garantido e que se enquadra em todos os códigos que nós temos. Nós temos vítimas que estão colocadas e estabelecidas e definidas pelo ECA, nós temos vítimas definidas pela Lei Maria da Penha. Agora o que é que nós não temos? Lamentavelmente nós não temos uma efetividade e essas vítimas estão abandonadas por anos”.

O autor da proposta, deputado Rui Falcão (PT-SP), defendeu mais rapidez na discussão para que a proposta possa ser analisada pelo Plenário. “Todos os depoimentos que ouvimos aqui ressaltam a importância de nós podermos aprovar esse Estatuto da Vítima no Plenário”, destacou.

Corte Interamericana
O presidente da Associação Espírito-Santense do Ministério Público lembrou que o Brasil já está respondendo a processos na corte interamericana de direitos humanos por não dar a devida atenção às vítimas.

Descaso sentido na pele por Vana Lopes, fundadora do grupo Vítimas Unidas e primeira mulher a denunciar o médico Roger Abdelmassihr por estupro em 1993, e que atualmente move um processo contra o Brasil pelo descaso com que suas denúncias foram tratadas na época.

Vana Lopes conseguiu, através de buscas na internet localizar o paradeiro do médico que foi preso no Paraguai em 2014. Ele foi condenado a 228 anos de prisão por 56 crimes de estupro em sua clínica de fertilização in vitro.

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Geórgia Moraes

Veja Mais

Whatsapp CGN 9.9969-4530 - Canal direto com nossa redação

Envie sua solicitação que uma equipe nossa irá atender você.


Participe do nosso grupo no Whatsapp

ou

Participe do nosso canal no Telegram

AVISO
agora
Plantão CGN