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Imagem referente a Simone Tebet se despede da liderança da Bancada Feminina e cobra políticas em defesa das mulheres
Jefferson Rudy/Agência Senado

Simone Tebet se despede da liderança da Bancada Feminina e cobra políticas em defesa das mulheres

— A violência contra a mulher começa com um tapa na cara, com um xingamento; depois, ela vai para um espancamento. Ela chega, muitas vezes, a uma......

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Por Agência Senado

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Imagem referente a Simone Tebet se despede da liderança da Bancada Feminina e cobra políticas em defesa das mulheres
Jefferson Rudy/Agência Senado

Em sua despedida da liderança da Bancada Feminina, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) destacou nesta terça-feira (15) os resultados positivos do grupo parlamentar em seu primeiro ano de atuação e defendeu uma pauta de protagonismo e empoderamento da mulher, principalmente no enfrentamento à violência contra as mulheres “em qualquer de suas formas”.

— A violência contra a mulher começa com um tapa na cara, com um xingamento; depois, ela vai para um espancamento. Ela chega, muitas vezes, a uma violência sexual e ao feminicídio, que é matar uma mulher pelo simples fato de ser mulher. E, quando nós falamos no pedófilo, nós imaginamos sempre um monstro que vive fora de casa. A maioria mais que absoluta da violência contra a mulher acontece dentro de casa; por isso, ela é doméstica — ressaltou.

Apesar de criticar a baixa representação feminina no poder no Brasil, Tebet saudou a criação da Bancada Feminina, estabelecida em 9 de março de 2021, como meio que assegurou às senadoras “voz, vez e voto” no colégio de líderes e participação na agenda de votação da Casa. Segundo ela, antes da formalização da Bancada Feminina, a discussão e aprovação de matérias de interesse das mulheres era basicamente limitada aos meses de março, agosto e novembro — comemorações do Dia Internacional da Mulher, da Lei Maria da Penha e da Não-Violência Contra a Mulher, respectivamente.

Pobreza menstrual

A senadora lembrou que em 2021 a Bancada Feminina conseguiu aprovar no Senado 35 propostas, das quais resultaram 12 leis, uma emenda à Constituição e uma resolução do Senado. Porém, ela cobrou do Congresso Nacional a derrubada do veto presidencial (VET 59/2021) à distribuição de absorventes higiênicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS): Tebet afirmou que, por suas ações, o presidente da República, Jair Bolsonaro, tem “falta de empatia com a condição intrínseca da mulher”.

— Um projeto tão simples, com impacto orçamentário tão pequeno, que tem a ver com dignidade, com cidadania de mulheres que estão passando fome e não têm condições de comprar oito absorventes por mês. Não é só de políticas sanitárias de saúde pública que estamos falando. As nossas meninas perdem até 40 dias de aula por ano porque têm vergonha de ir à escola — lamentou.

A senadora também pediu à Câmara dos Deputados para dar andamento ao PLC 130/2011, aprovado pelo Senado há dez anos, que estabelece a equidade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função.

Nova líder

Tebet saudou a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), nova líder da Bancada Feminina, e recebeu os cumprimentos do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Ele ressaltou a intensa participação da Bancada Feminina em relação a todos os temas nacionais e a contribuição das senadoras para a elevada produtividade da Casa.

— Considero seriamente, sinceramente, que nós estamos no caminho certo, no caminho da cidadania, no caminho da consciência, no caminho do que é o dever de um Poder Legislativo — disse Pacheco.

Simone Tebet também foi cumprimentada, em apartes, pelos senadores Izalci Lucas (PSDB-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Nilda Gondim (MDB-PB), Eliziane Gama, Rose de Freitas (MDB-ES), Zenaide Maia (PROS-RN), Leila Barros (Cidadania-DF), Marcos Rogério (PL-RO) e Marcelo Castro (MDB-PI).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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