
Zoneamento no Lago de Olarias ameaça área verde
Pesquisador da UEPG faz alerta sobre riscos que animais e árvores nativas correm com o projeto no Lago de Olarias; especialista sugere que área seja preservada...
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Por CGN 1

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa (PMPG), por meio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Iplan), pretende alterar o zoneamento no entorno do Lago de Olarias. Dessa forma, permitindo a construção de edifícios de até 14 pavimentos no local – acesse a notícia do Portal aRede para mais detalhes. Entretanto, uma área verde nativa, de aproximadamente 110 mil m², corre risco. Árvores e animais poderão ser afetados com esse zoneamento, prejudicando o Meio Ambiente do Município. A informação é do professor do Grupo de Pesquisa em Química Analítica Ambiental e Sanitária da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Sandro Xavier de Campos.
De acordo com o docente, que é membro da ‘Rede de Análises para Qualidade Ambiental na América Latina’ e pesquisador nas áreas da química analítica ambiental, saneamento ambiental e educação ambiental, a área de 110 mil m² fica na ‘Zona Especial Lago de Olarias II’. Nesse espaço delimitado pelo Iplan, seria permitida a construção de edifícios com até 14 pavimentos. Entretanto, na região da área verde, está prevista a construção de uma via, que faria a ligação entre as ruas do entorno.
Árvores e animais em risco
Para Sandro, sobre a proposta de zoneamento, “acredito que seja proveniente da demanda relacionada a expansão após o Lago de Olarias. Esse local foi criado para termos opções de contato com a natureza, o que é ótimo e Ponta Grossa carece de muitos espaços como esse”, disse ao Portal aRede. Além disso, o especialista afirma que espécies estão em risco, caso ocorra a aprovação desse zoneamento. “Imbuias, Figueiras, Araucárias, Cereja do Japão, Angico, Canela e Ipês. Nos pássaros, Jacu, Pica Pau, Gavião, Canários, Sabiá, Tucanos, entre outros. E os animais: Quati, Tatu, Gambás, Coelhos e Cotias”, alerta o pesquisador.
Segundo o professor, esse projeto afeta negativamente o Meio Ambiente da cidade. “O cuidado com a natureza deveria ser prioritário nas diretrizes desse zoneamento. Entretanto, prevê uma rua que passaria dentro da ‘Reserva de Olarias’, causando uma grande destruição. Pois, a rua passaria no local onde tem a maior concentração de árvores. Assim, o ideal é que essa rua seja retirada das diretrizes. Isso (construção da rua) abre uma porta para, depois, destruir outros pedaços”, diz o docente que foi, recentemente, homenageado pela Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) pelo seu trabalho em defesa do Meio Ambiente.
Sugestões
Sandro afirma que o local, de aproximadamente 110 mil m², poderia ser melhor utilizado pela Prefeitura. Dessa forma, ele sugere a criação de um parque no local, preservando a área ambiental da cidade. “Nessa reserva possuímos uma grande diversidade de fauna e flora, e é um dos poucos refúgios que temos em nossa cidade. Levando-se em consideração que Ponta Grossa possui um dos piores índices de arborização do Estado, seria um contrassenso destruir uma área de mata consolidada com nascentes. Por que não transformar a reserva em um belíssimo Parque de Olarias”, questiona.
“Com pistas de caminhada, ciclovia, um espaço de contemplação. Imagine fazer um circuito turístico ligando o Lago ao Parque? Seria um espaço único e lindíssimo para a cidade”, projeta o professor da UEPG.
Executivo
O Portal aRede entrou em contato com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, e com o Instituto Água e Terra (IAT) para saber mais informações sobre o projeto, bem como se essas questões ambientais estão sendo discutidas. Entretanto, até o fechamento desta notícia não houve uma resposta. A equipe de Jornalismo aguarda o retorno para que ambas as opiniões possam ser publicadas justo desta matéria.
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