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O tempo é o senhor da razão – por Caio Gottlieb

Conhecendo a evolução de outros vírus respiratórios da mesma linhagem que há séculos afligem a humanidade, eles tiveram a coragem de não aceitar como uma verdade...

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Por Caio Gottlieb

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Nadando contra a maré, alguns cientistas foram mais cautelosos, e talvez mais sábios, ao questionarem desde a primeira hora as medidas de isolamento social impostas para estancar a propagação da Covid-19.

Conhecendo a evolução de outros vírus respiratórios da mesma linhagem que há séculos afligem a humanidade, eles tiveram a coragem de não aceitar como uma verdade absoluta a necessidade dos lockdowns para enfrentar a doença e seguiram mantendo, debaixo de uma avalanche de críticas, postura contrária à adoção da medida.

Passados dois anos do início da pandemia, as revelações, a cada dia, dos resultados de estudos mais consistentes e meticulosos desenvolvidos pelas mais renomadas instituições médicas do mundo, traz provas concretas de que eles estavam certos.

Uma das mais recentes é a pesquisa liderada pelo economista Steve Hanke e publicada pela respeitadíssima Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos, que avaliou 24 trabalhos relevantes examinando o rigor dos fechamentos, o impacto das campanhas para que o povo não saísse de casa e a eficácia das restrições.

Confirmando dados que já apareceram em diversas análises realizadas em outros círculos acadêmicos, a conclusão foi que os lockdowns tiveram pouco ou nenhum efeito na mortalidade pelo novo coronavírus.

Pergunta-se, agora, porque a ordem de permanecer em casa não combateria efetivamente a pandemia? Os cientistas “negacionistas” que se opunham à determinação tinham a resposta e ninguém quis ouvi-los: ela simplesmente só retarda o inevitável.

Para o economista Casey B. Mulligan, da Universidade de Chicago, “as microevidências contradizem o ideal de saúde pública em que as famílias seriam locais de confinamento solitário e transmissão zero”.

Aconteceu exatamente o contrário.

Como demonstram as estatísticas, os domicílios apresentam taxas de contágio mais elevadas e se tornam ambientes de alto risco para a disseminação da enfermidade.

Os números encontrados no levantamento de Hanke dizem tudo: os lockdowns na Europa e nos Estados Unidos reduziram a mortalidade por Covid-19 em apenas 0,2%, em média.

Teve também eficiência mínima a ideia de mandar as pessoas se trancarem em casa: a determinação teria ajudado a diminuir a mortalidade, em média, em apenas 2,9%.

Em contrapartida, os custos dessas iniciativas severas e radicais são gigantescos.

É impossível calcular a real extensão dos danos, mas eles devastaram a economia, levaram empresas à falência, fizeram explodir os índices de desemprego e miséria, produziram atrasos irreparáveis na educação escolar das crianças, geraram profunda crise mental nos jovens, aumentaram o consumo de drogas a níveis estratosféricos, turbinaram as ocorrências criminosas e retardaram tratamentos médicos que poderiam ter salvado milhares de vidas, entre outras tragédias.

Como escreveu o economista Robert P. Murphy, “não é suficiente endossar uma legislação que tem um título bonito e promete fazer algo de bom. As pessoas precisam pensar em todas as consequências de uma política, porque muitas vezes ela levará a uma cura pior que a doença”.

Dores, sofrimentos, sacrifícios, perdas humanas e materiais a serem debitadas na conta da arrogância, da prepotência e da insensibilidade de dirigentes que um dia terão que prestar contas à história.

E não foi por falta de aviso.

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