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Kits lúdicos ajudam no desenvolvimento de crianças atendidas pela FAS

São livros, CDs com músicas lúdicas, DVDs com vídeos educativos, jogos, mapas, tecidos, esponjas, espelhos, lanternas e cestas/baús, além de vários brinquedos como bambolê, bolas, corda,......

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Por CGN

Crianças e adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social e participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), oferecido pela Fundação de Ação Social (FAS), estão fortalecendo a convivência, brincando e se divertindo com novos materiais.

São livros, CDs com músicas lúdicas, DVDs com vídeos educativos, jogos, mapas, tecidos, esponjas, espelhos, lanternas e cestas/baús, além de vários brinquedos como bambolê, bolas, corda, elástico para pular, disco de fresbee, 3 Marias, futebol de botão, pião e vendas para os olhos.

Os itens são divididos em três diferentes kits lúdicos e pedagógicos, de acordo com a faixa etária, de 0 a 6 anos, de 7 a 13 e 14 a 17. Para os profissionais que desenvolvem as ações com as crianças e adolescentes há ainda cadernos de atividades.

Os materiais, adquiridos por meio de licitação e comprados com recurso do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), estão sendo usados pelas Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que ofertam o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos, por meio de termos de colaboração com a FAS.

Nestes espaços, as atividades em grupo e presenciais foram retomadas em setembro do ano passado, com base na Portaria da FAS nº 712, que determina a definição de planos de trabalho que possam garantir a segurança e saúde dos participantes e dos trabalhadores.

Os mesmos kits serão usados com as crianças e adolescentes que participam do SCFV nos 39 Centros de Referência de Assistência Social (Cras), que fazem parte da rede de atendimento da FAS. Desde o início da pandemia da covid-19, em março de 2020, as atividades presenciais em grupos estão suspensas nesses espaços.

O presidente da FAS, Fabiano Vilaruel, explica que o uso dos kits lúdicos e os cadernos de atividades contribuem para o desenvolvimento das relações entre as crianças e os adolescentes, suas famílias e a comunidade. “A publicação de um caderno de atividades para o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos de crianças e adolescentes era um pedido das equipes da FAS e das OSCs, que reconheciam a necessidade de qualificar o trabalho já realizado”, diz.

“Este material é uma ferramenta inovadora e inspiradora, que poderá colaborar no trabalho com os grupos, aprimorar a oferta do serviço e auxiliar os trabalhadores”, completa Vilaruel.

Capacitação

Para o uso dos kits pedagógicos e dos cadernos de atividades, a FAS capacitou os profissionais que executam o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos nos Cras e nas OSCs.

As oficinas foram feitas em setembro de 2021 com o objetivo ainda de capacitar os profissionais sobre o conteúdo dos cadernos, de forma lúdica e reflexiva, e de apresentar a aplicabilidade dos kits lúdicos. “Foi um momento para repensar as atividades do SCFV com novos olhares e também considerando o novo contexto social, em razão do cenário da covid-19”, diz a diretora de Proteção Social Básica da FAS, Maria Vanderleia Garcia Santos. 

Participam do serviço de convivência quase 3.700 crianças e adolescentes, sendo que 87% delas são atendidas pelas OSCs (3.215) e as demais são acompanhadas pelos Cras.

Atualmente, 42 organizações da sociedade civil oferecem o SCFV para crianças e adolescentes em Curitiba e poderão usar os cadernos de atividades durante a execução do serviço . Já os kits lúdicos são utilizados pelas 18 OSCs que possuem termo de colaboração com a FAS.

Experiência

Instalado no bairro Santa Cândida, o Instituto Social Vó Durvina, que atende mais de 900 pessoas em situação de risco social, usa os cadernos e kits pedagógicos nas atividades com 15 crianças e adolescentes, de 7 a 17 anos, que participam do serviço de convivência.

“Tem sido muito interessante, pois as atividades propostas têm dado base para o meu trabalho e os temas são abordados de maneira divertida e de fácil entendimento”, explica a pedagoga Gabriela Bastos, que trabalha na função de educadora social do instituto.

Entre as atividades já desenvolvidas com os grupos está a experimentação de algumas limitações enfrentadas pelas pessoas com deficiência. O tema foi tratado para marcar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, em 3 de dezembro.

Em outra atividade, os participantes foram estimulados a escrever poesias que depois foram impressas e passaram a fazer parte de um livro. A gentileza e os direitos de crianças e adolescentes, como de acesso à cultura, ao lazer e ao brincar também fizeram parte dos trabalhos em grupo. 

No Instituto Vó Durvina, o serviço de convivência acontece às segundas, quartas e sextas-feiras, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

De acordo com Gabriela, as crianças e adolescentes estão gostando muito das atividades propostas e isto aumenta a participação deles nos encontros.

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