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Apoio a Piñera cai para 14%, o pior desde a redemocratização

A pesquisa, publicada no diário local La Tercera, foi conduzida pelo instituto de pesquisa chileno Cadem entre quarta-feira, 23, e quinta-feira, 24. O período é anterior...

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Por Agência Estado

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O apoio ao presidente do Chile, Sebastián Piñera, despencou para 14% em meio aos recentes protestos no país, de acordo com um pesquisa publicada neste domingo, 27. É a menor aprovação de um presidente chileno desde a volta da democracia no país três décadas atrás.

A pesquisa, publicada no diário local La Tercera, foi conduzida pelo instituto de pesquisa chileno Cadem entre quarta-feira, 23, e quinta-feira, 24. O período é anterior ao comício que, na última sexta-feira, 25, assistiu a um milhão de chilenos, quase um quinto da população da capital Santiago, que foram às ruas para exigir reformas no modelo social e econômico do Chile.

O diário La Tercera classificou os 14% de aprovação de Piñera de “mínimo histórico” e o menor desde o período da ditadura militar (1973 e 1990) comandada pelo ditador Augusto Pinochet. Mais de três quartos dos chilenos desaprovam a administração de centro-direita de Piñera, revelou a pesquisa.

O Chile, o maior produtor de cobre do mundo, chegou a ser uma das economias de livre mercado mais prósperas e estáveis da região. No entanto, uma arraigada desigualdade social e o crescente custo de vida fizeram aumentar os maciços e às vezes violentos protestos de rua na semana passada.

Cenas semelhantes vêm ocorrendo em cidades de todo o mundo nos últimos meses, como Hong Kong, Beirute e Barcelona, que em comum trazem a indignação da população com as elites dominantes.

No Chile, uma alta nas tarifas de metrôs há mais de uma semanas tornou-se o ponto de ruptura. Pequenos protesto rapidamente se espelharam em tumultos que resultaram na morte de pelo menos 19 pessoas e na prisão de mais de 7 mil pessoas, causando um prejuízo de mais de US$ 1,4 bilhão em danos para empresas chilenas.

Piñera, um rico empresário, na semana passada conclamou um novo “pacto social” para conter a agitação. Ele prometeu impostos mais altos aos mais ricos para ajudar a aumentar o salário mínimo e as pensões, diminuir os preços dos medicamentos e garantir um adequado plano de saúde.

A pesquisa descobriu que 80% dos chilenos não consideram as reformas suficientes. Roberto Izikson, pesquisador e cientista político da Cadem, afirmou à Reuters que os índices de Piñera já estavam em aceleração de queda antes do início dos protestos. “Vamos ver como o governo dará as novas cartas que espera para enfrentar esse novo cenário”, disse Izikson.

Piñera, de centro-direita, venceu a oposição de esquerda nas eleições de 2017. Os comícios em massa, no entanto, pressionam para que Piñera altere o tom e suas metas políticas. No sábado, o presidente prometeu uma grande reforma em seu gabinete e pediu que todos os seus ministros colocassem seus cargos à disposição, embora ainda não tenha anunciado os detalhes da mudança.

Neste domingo, conta oficial da Presidência da República no Twitter anunciou que Piñera encerrará o estado de sítio em todas as regiões do país a partir da meia-noite deste domingo. AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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