
Em PG, emissão de seguro-desemprego cai 46% em 2 anos
Liberações do benefício aos trabalhadores caíram de 12.021, em 2019, para 6.440 no decorrer de 2021...
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Por CGN 1

A emissão do seguro-desemprego caiu quase pela metade em Ponta Grossa nos últimos dois anos. A Agência do Trabalhador do município fechou 2021 com a emissão de 6.440 benefícios aos trabalhadores. Trata-se de um número 25,5% inferior ao que foi registrado no ano imediatamente anterior (2020), quando houveram 8.644 liberações, e 46,5% menor que o total registrado em 2019, com 12.021 seguros liberados na cidade. Os números do levantamento foram repassados pela Agência do Trabalhador, a pedido da reportagem do portal aRede e do JM.
Nos últimos 10 anos, 2014 foi o ano com o maior número de liberações do seguro na cidade, com 15.421 seguros aos trabalhadores. Neste ano, a cidade teve 46,7 mil admissões e 44,3 mil demissões. Ao se comparar os números de 2021 com os de 2014, a retração na emissão do benefício foi de 58,2%. Desde então, ano a ano, essas emissões de seguro foram caindo. Em 2017, por exemplo, foram 31,4 mil contratações e 30,4 mil demissões, e foram emitidos 13,3 mil seguros. Desde então, mesmo com o aumento no número de admitidos e demitidos, houve essa baixa na emissão do seguro – em 2021, por exemplo, a cidade teve 49,3 mil admissões e 38,3 mil desligamentos.
Inúmeros fatores explicam esses números, revela o diretor da Agência do Trabalhador e coordenador de administração da secretaria municipal de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional, Nilton Cesar Bahls Gomes. Isso passa desde o passado, com a reforma trabalhista de 2017 e a mudança na emissão do seguro-desemprego, que tornou a emissão mais rígida (tem um período mínimo de meses trabalhados para sua emissão integral), até fatos mais atuais, especialmente pela grande oferta de vagas no município, devido a investimentos nas mais diversas áreas da economia.
Nilton Bahls reforça que a agência tem disponibiliza inúmeras vagas de emprego todos os meses, e que algumas sequer são preenchidas. Isso ocorre porque as exigências estão cada vez maiores, e há a prioridade para pessoas que tem conhecimento na área, pessoas qualificadas, com cursos ou experiência. Por esse fato a Agência oferta cursos de qualificação, e isso justifica a rápida realocação de quem já estava trabalhando em uma área. “Percebemos que o público está entendendo que o seguro-desemprego uma hora acaba, e que por isso ele precisa voltar ao trabalho. Isso faz com que a Agência corra atrás de mais vagas e procure realoca-los no mercado o mais rápido possível”, relata.
Empreendedorismo
Outro fato que está reduzindo o pedido de seguro-desemprego, afirma Bahs, é a busca pelo empreendedorismo. Segundo ele, é grande a busca de pessoas que, ao saírem de empresas, resolvem empreender, e se formalizam como MEI, ao invés de buscar o benefício mensal. “Percebemos que muito trabalhador está se tornando empreendedor. É claro que nem todos terão êxito e atingirão os objetivos, mas muitos deles até se transformam em cases de sucesso. Hoje tem a própria prefeitura (Sala da Qualificação; Sala do Empreendedor e o Sebrae que auxiliam e prestam orientação. O MEI é muito rápido, tem facilidades, e com isso o empreendedor pode até gerar emprego para uma outra pessoa”, completa o diretor da agência.
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