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Ciro admite não ser favorito em 2022, mas diz: ‘pesquisa é retrato, vida é filme’

“Não brigo contra pesquisa e cultivo muita humildade, apenas explico para as pessoas o que é a realidade”, disse Ciro à rádio Máxima FM nesta terça-feira,...

Publicado em

Por Agência Estado

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O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) admitiu que não é o favorito para vencer as eleições deste ano, mas disse acreditar que o resultado das pesquisas eleitorais não é determinante para o seu desempenho em outubro deste ano. Fazendo uma analogia, o presidenciável comparou os levantamentos a um “retrato”, enquanto a vida, segundo ele, é um “filme”.

“Não brigo contra pesquisa e cultivo muita humildade, apenas explico para as pessoas o que é a realidade”, disse Ciro à rádio Máxima FM nesta terça-feira, 1º. Segundo ele, o ranking de preferência apresentado pelos levantamentos é produto da notoriedade dos candidatos, da oferta de alternativas e do interesse da população pelo tema das eleições, que, segundo ele, “é mínimo” nesse momento.

O pedetista sublinhou que “ninguém dava um centavo furado” para o então pré-candidato Jair Bolsonaro em janeiro de 2018. Segundo ele, o atual chefe do Executivo era visto como “maluco e despreparado” e que não parecia ter “a menor chance” naquela época. Mesmo assim, o capitão reformado ganhou as eleições, o que Ciro classificou como “tragédia”.

O ex-governador do Ceará também voltou a fazer críticas ao ex-juiz Sérgio Moro, pré-candidato à Presidência pelo Podemos. Ciro disse considerar inapropriado o fato de Moro ter aceitado cargo de ministro no governo Bolsonaro após condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à prisão, retirando-o das eleições de 2018.

Ele também criticou o fato de o ex-juiz ter trabalhado na consultoria americana Alvarez & Marsal, responsável pelo processo de recuperação judicial de empresas condenadas na Lava Jato.

A última pesquisa Ipec, divulgada em dezembro, mostrou Ciro com 5% das intenções de voto, um ponto abaixo de Moro. Lula se manteve na liderança com 48% da preferência, enquanto Bolsonaro teve 21%. A margem de erro estimada foi de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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