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Taxas curtas de juros têm semana de alta, de olho em inflação e Fed

O juro do DI para janeiro de 2023 subiu de 12,233% no ajuste de quinta-feira para 12,245% (regular e estendida). Há uma semana, ele estava em...

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Por Agência Estado

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O mercado de juros chega ao fim da semana acumulando mais prêmios na parte curta da curva e redução nas taxas no trecho longo. Nos vértices menores, o movimento é fruto da resiliência da inflação doméstica – atestada pelo IPCA-15 – e de um discurso mais duro por parte do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Nos maiores, decorre da assimilação do quadro fiscal, com números bons, ainda que com perspectiva acidentada. Com isso, o diferencial entre as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro para janeiro 2023 e janeiro 2027 passou de -58,5 pontos na sexta-feira passada a -92,0 pontos neste dia 28.

O juro do DI para janeiro de 2023 subiu de 12,233% no ajuste de quinta-feira para 12,245% (regular e estendida). Há uma semana, ele estava em 11,887%, um aumento de mais de 35 pontos-base.

O janeiro 2025 passou de 11,318% na quinta-feira a 11,35% (regular e estendida). Na sexta-feira passada, a taxa era de 11,188%. Por sua vez, o janeiro 2027 foi de 11,327% na véspera a 11,325% (regular) e 11,315% (estendida). Há uma semana, o juro era de 11,302%.

O dia foi de ajustes moderados na curva de juros, a despeito da agenda cheia. A inflação medida pelo IGP-M de janeiro (1,82%) veio menos intensa do que a projetada pelo mercado (2,00%). A taxa de desemprego apurada na Pnad Contínua do trimestre encerrado em novembro veio em linha com o consenso (11,6%). Os indicadores foram absorvidos pela manhã pelo mercado de juros, sem maiores efeitos.

Já as contas do Governo Central – que reúne Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – ficaram positivas em R$ 13,824 bilhões em dezembro, o melhor desempenho para o mês desde 2013, quando houve superávit de R$ 23,093 bilhões.

A notícia levou os contratos dos DIs às mínimas, mas a tensão no mercado doméstico levou as taxas para perto do ajuste da véspera. O movimento ocorreu em meio à queda de braço entre Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes, após o ministro do Supremo Tribunal Federal determinar que o presidente deveria prestar depoimento presencial à Polícia Federal, após suspeitas de vazamento de um inquérito sigiloso.

De todo modo, o mercado se prepara para a semana em que o Banco Central vai definir o novo nível da Selic. A curva precifica um aumento de 1,50 ponto porcentual, opinião unânime das casas ouvidas pelo Projeções Broadcast. Mas é esperada uma indicação de até onde os juros irão – e se haverá redução no ritmo de alta.

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